Trabalhadores transferidos da Electra para AdS ameaçam lutar pelos seus direitos nas barras do tribunal

Os trabalhadores transferidos da Electra para AdS cogitam a possibilidade de recorrer ao tribunal por violação dos seus direitos, avisou, esta quinta-feria, o secretário permanente do Sindicato da Indústria, Serviços Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Joaquim Tavares.

Trabalhadores transferidos da Electra para AdS ameaçam lutar pelos seus direitos nas barras do tribunal
Joaquim Tavares falava em conferência de imprensa convocada para falar do “secretismo e da letargia” do Governo na publicação do diploma legislativo que regula a situação jurídica dos trabalhadores da Electra para a Água de Santiago (AdS) e suas implicações.

O secretário permanente do SISCAP, citada pela Inforpress, afirmou que os trabalhadores da Electra, por via do acordo colectivo do trabalho, adquiriram direitos como subsídios de Natal e de férias, que estão suspensos desde 01 de Julho de 2017, altura em que transitaram para a AdS.

Aquele responsável sindical disse ainda que a Electra tem dito que é responsabilidade da AdS garantir esses direitos e que a AdS, por sua vez, nega afirmando que esses trabalhadores são quadros da Electra.

Joaquim Tavares informou ainda que esses trabalhadores da Electra, afectos à AdS, “estafados de esperar” pelo pagamento dos subsídios, respeitantes ao segundo semestre de 2017 ao ano de 2018, chegaram a subscrever um abaixo-assinado e enviado, a 30 de Outubro de 2018, à direcção da Electra, solicitando que os mande pagar os subsídios devidos, mas que este “sequer se dignou” a acusar a recepção do documento.

Conforme referiu aquele dirigente sindical, “existe um défice de informação por parte de Electra para como os seus colaboradores, não lhes dando respostas às solicitações, maioria das vezes, e mesmo para os seus representantes sindicais”.

Por estas razões, Joaquim Tavares informou que este grupo de nove trabalhadores não descarta a hipótese de regressar ao seu quadro de origem, a Electra, se até o final deste mês de Fevereiro não tiverem uma decisão definitiva, assim como não descartam a possibilidade de recorrer ao tribunal.

Tavares denunciou que há também um outro grupo de cerca 40 trabalhadores que, no âmbito desse processo, “não vêm fazendo nada, há muito tempo”, limitando-se a se dirigir à empresa para registar presenças, o que, segundo disse, poderá configurar assédio moral.

É que, segundo lembra, o diploma referente a este assunto previa as situações de transferência dos trabalhadores para o município da Praia, com vista a sua afectação à AdS, atribuição de uma reforma antecipada e pagamento de indemnização, nos termos da lei,

Fonte: Asemana