Santo Antão: Deputados do PAICV desafiam Governo a encarar a agricultura com “responsabilidade e seriedade”

Paul, 18 Abr (Inforpress) — Os deputados nacionais do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), eleitos por Santo Antão, desafiaram, hoje, no Paul, o Governo a encarar a agricultura da ilha com “responsabilidade e seriedade”.

Falando à imprensa, no final de uma visita ao círculo eleitoral, os dois deputados, através da porta-voz, Rosa Rocha, afirmaram que Santo Antão vem sendo “sistematicamente” prejudicada”.

“Recentemente, o primeiro-ministro anunciou que vai levantar o embargo dos produtos agrícolas para as ilhas da Boavista e Sal, e sabemos que o embargo foi levantado em 2010, através do decreto-lei 41/ 2010 e já exportamos para estas ilhas de 2013 a 2015 mais de 37 mil quilogramas de produtos agrícolas”, acentuou.
Conforme Rosa Rocha, a ilha de Santo Antão beneficiou de “importantes investimentos”, que, a partir de 2016, altura em que o MpD assumiu o poder, foram “descontinuados”.

“Os agricultores querem medidas e políticas assertivas para ultrapassar os problemas que a ilha enfrenta. Santo Antão está em regressão quer em produção agrícola quer em espaço de comercialização dos produtos, tendo em conta que foram executados vários empreendimentos, nomeadamente, o centro pós colheita, no Porto Novo, que funcionou entre 2013 e 2015”, pontuou.

E é neste sentido que Rosa Rocha enfatizou que é “necessário” retomar a conexão marítima Santo Antão, Sal e Boavista, bem como “criar melhores” condições para condicionamento dos produtos frescos, para evitar as perdas.

A mesma fonte acentuou ainda ser necessário dar continuidade ao programa de investigação para a redução da praga.

Entretanto, a eleita pelo círculo eleitoral de Santo Antão afiançou que para além dos “mil pés” existem outras pragas que entraram na ilha de Santo Antão provenientes de outras ilhas, mas a deputada sublinhou que “essas ilhas não ficaram impostas à quarentena vegetal”.

“Santo Antão depende do sector agrícola e para além de outros que estão atrelados a este sector, como o turismo rural e a gastronomia local é possível conseguirmos fixar a população nesta ilha, mas se o Estado não sentar à mesa com o poder local e privados para equacionarem soluções vamos continuar a ver a ilha a regredir”, alertou.

LFS/JMV
Fonte: Inforpress