Ruído e odor de combustível no Posto da Cidadela: Moradores denunciam estar perturbados nas suas casas e pedem intervenção urgente das autoridades

Num abaixo-assinado de 27 pontos remetido ao Provedor da Justiça, moradores da Cidadela, na cidade da Praia, denunciam ser vítimas de ruído e forte odor de combustíveis resultantes do recém-construído Posto de Abastecimento que fica à entrada do mesmo bairro que liga com a cidade de Palmarejo. Além da Câmara Municipal e da Enacol que é proprietária da infra-estrutura em causa, recorreram aos eleitos municipais da oposição para pressionarem as entidades competentes no sentido de resolverem com urgência o problema.

Ruído e odor de combustível no Posto da Cidadela: Moradores denunciam estar perturbados nas suas casas e pedem intervenção urgente das autoridades
Conforme o documento remetido ao ASemanaonline, os subscritores do abaixo assinado avançam que, volvido pouco mais de um mês após o início de funcionamento do posto de venda de combustível naquela zona, os seus receios se concretizaram. «Na verdade, dada a proximidade do posto, estando ou não em funcionamento, torna-se impossível abrir as janelas das nossas casas sem que tenhamos que conviver com um forte odor de combustível que invade as nossas casas, obrigando-nos a manté-las fechadas durante o dia e à noite. Os vapores exalados das mangueiras que abastecem os veículos e dos respiradores dos tanques que armazenam combustível, fazem com que o cheiro de combustível seja constante».

Como consequência, dizem que deixam de usufruir da parte de suas casas, designadamente o quintal, a varanda e o terraço. Tudo por causa do forte cheiro de combustível que torna o ar irrespirável.

«Por outro lado, no referido posto, colocaram ao serviço dos utentes um compressor de ar e água, cuja utilidade é calibrar pneus. O compressor tem nele acoplado um aparelho digital que emite um apito incómodo sempre que estiver a ser utilizado, ou seja, sempre que um utente o utilize», lê-se no documento citado, referindo que o compressor de ar e água funcionam com um motor extremamente ruidoso.

«A situação tem piorado dia após dia, tanto por causa do ruído, como por causa do odor a combustível, que afeta moradores que distam mais de 500 metros do posto», protestam os residentes da Cidadela que subscrevem o abaixo-assinado que vimos citando.

A fazer na mesma fonte, os subscritores do documento oberavam que após construírem as suas casas, pensavam que iam a morar num ambiente de sossego e na tranquilidade, já que consideram que consideravam a Cidadela como sendo um bairro dormitório.

«Mas ao tomarmos conhecimento da construção do posto nas proximidade das nossas casas, ficamos apreensivos, pois, prevíamos que a mesma iria afetar a qualidade de vida que desfrutamos então, designadamente a qualidade do ar e o sossego, visto que o empreendimento traria aumento do ruído e poluição provocado pelo avolumar de circulação de veículos na zona»,

Oposição e outras entidades abordadas
Além do Provedor da Justiça, os residentes da Cidadela também enviaram o referido baixo-assinado a outras entidades que, directa ou indirectamente, têm responsabilidade na área. São os casos do Conselho de Administração da ENACOL S.A., da Associação de Moradores de Cidadela, do Diretor Geral do Ambiente, Presidente da CMP, Vereador do Ambiente da CMP, Presidente da Comissão de Direitos Humanos , Presidente da Pró-Praia e líder da bancada do PAICV na Assembleia Municipal da Praia.

«Nós, enquanto eleitos municipais há muito vínhamos reclamando a construção de uma Estação de Serviço de Abastecimento de Combustível para servir os Bairros do Palmarejo e Cidadela. Contudo, o local escolhido, pela proximidade em relação a muitas casas que ficam no sentido do vento, não foi a melhor», disse o líder da bancada municipal do PAICV.

Vladimir Ferreira explica que, depois de terem recorrido às autoridades (CMP, ENACOL, DGA, etc.), ainda nada de concreto foi feito para resolver este problema, que, a seu ver é de carácter urgente. Justificando que, foi por isso, que os moradores recorreram aos eleitos municipais. «Este tipo de situações, infelizmente, tem sido recorrente. As pessoas fazem o investimento na aquisição de um terreno e na construção da sua habitação e muitas vezes a CMP altera o Plano Diretor e muda completamente o território e a sua envolvente, defraudando o legitimo direito das pessoas ao sossego e à tranquilidade, ao construir ou autorizar a construção de equipamentos não previstos», conclui aquele eleito municipal do maior partido da oposição na Praia.

Fonte: Asemana