Porto Novo: Associação de Pescadores e Peixeiras desafia câmara a construir mercado de peixe

As peixeiras operam na zona de Abufadouro, à entrada da cidade, mais, na sequência de reclamações dos moradores, a polícia teve que as obrigar a sair do local.

Porto Novo: Associação de Pescadores e Peixeiras desafia câmara a construir mercado de peixe
O presidente da Associação dos Pescadores e Peixeiras do Porto Novo, Atlermiro Correia, insistiu hoje, na necessidade de a câmara municipal avançar com a construção do “tão desejado” mercado de peixe, neste município de Santo Antão.

Atlermiro Correia lembra que, há vários anos, os operadores de pesca artesanal, sobretudo as peixeiras, têm estado a reclamar junto das autoridades municipais a construção de um mercado onde possam exercer, em condições dignas, a sua actividade.

Avançou que a falta de um mercado de peixe acabou, por ser atenuado com a abertura, em finais de 2017, da peixaria do centro comercial, espaço que, no entanto, foi reduzido pela câmara municipal que decidiu, segundo este responsável, conceder uma parte dessa infra-estrutura à uma instituição bancária.

Com isso, a peixaria apenas consegue albergar uma parte reduzida das peixeiras, explicou ainda Atlermiro Correia, defendendo, por isso, a necessidade de a edilidade avançar, “de uma vez por todas”, com a construção de um mercado de peixe, que possa receber todas as cerca de meia centena de peixeiras desta comunidade piscatória.

O presidente da Associação dos Pescadores falava à Inforpress a propósito do protesto, semana passada, de um grupo de peixeiras da cidade do Porto Novo frente a Paços do Concelho, exigindo da edilidade a criação de um espaço apropriado para exercer a sua actividade.

As peixeiras desenvolvem, há algum tempo, a sua actividade na zona de Abufadouro, à entrada da cidade, mais, na sequência de reclamações dos moradores, a polícia teve que as obrigar a sair do local, o que acabou por gerar algum descontentamento no seio da classe.

Atlermiro Correia entende que as peixeiras não podiam ser retiradas desse sítio sem que, antes, lhes fosse criada “uma alternativa” para continuar a tratar e vender o seu pescado e, consequentemente, sustentar as suas famílias.

A cidade do Porto Novo, com mais de 50 peixeiras, dispõe de uma peixaria, situada no centro comercial, que consegue apenas albergar parte deste pessoal.

Fonte: ANação