PAICV espera “sensatez e ponderação” do PR na decisão de visitar ou não a Guiné-Bissau

Cidade da Praia, 12 Fev (Inforpress) – A presidente do PAICV (oposição), Janira Hopffer Almada, disse hoje que espera “sensatez e ponderação” do presidente em exercício da CPLP e Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, antes de decidir se irá ou não visitar Guiné-Bissau.

Janira Hopffer Almada manifestou esta posição à Inforpress, à margem da visita efectuada por uma delegação do Partido Africano da Independência de Cabo Verde aos empreendimentos hoteleiros na Ribeira Grande de Santiago, nomeadamente o Hotel Vulcão, Hotel Limeira e o Hotel Pôr-do-Sol, para constatar “os desafios e as dificuldades” do sector.

“Eu penso que não cabe ao PAICV estar a pronunciar-se nisso (…), espero sempre do Presidente da República bom senso e sensatez e ponderação nas decisões que toma”, disse a líder do maior partido da oposição.

Em declarações recentes à imprensa, Jorge Carlos Fonseca deixou transparecer que uma eventual visita dele à Guiné-Bissau teria como objectivo ajudar no sentido da criação de um “ambiente propício” para que haja “eleições tranquilas e transparentes” naquele país.

Disse, ainda, que a sua deslocação a Bissau só tem sentido se não houver objecções por parte dos protagonistas políticos e eleitorais desse país.

Até agora, Jorge Carlos Fonseca já se encontrou com os líderes das duas forças políticas com mais expressão na Guiné-Bissau, o Partido da Renovação Social (PRS), e o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

O secretário-geral do PRS, Florentino Mendes Pereira, disse que Jorge Carlos Fonseca é bem-vindo naquele país.

“Ele é bem-vindo a Guiné-Bissau”, disse, completando que, tendo em conta este momento de eleição pelo qual está a passar o país, “seria muito bom” se Jorge Carlos Fonseca lá fosse, caso considerar que o ambiente que se vive lá é propício.

Por seu turno, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, disse que uma visita de Jorge Carlos Fonseca à Guiné-Bissau acarreta o “risco de ele ser envolvido na campanha eleitoral” a que, certamente, “ele não quer fazer parte”.

“Este risco é que pode dar lugar a reacções que podem não ajudar e podem não ser uma boa propaganda para aquilo que são os laços de proximidade e de fraternidade existentes entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde, indicou o presidente do PAIGC.

As campanhas oficiais para as eleições nesse país da África Ocidental, marcadas para o dia 10 de Março, deverão iniciar-se a 16 de Fevereiro próximo.

Fonte: Inforpress