Manifestações de protestos na Praia: Dirigente sindical denuncia “ditadura na Polícia Judiciária” que “tem de acabar”

Depois de protestos pelas ruas da Capital, o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação e Apoio à Investigação Criminal (ASFIC-PJ), João Vaz, disse hoje entender que “há ditadura na Polícia Judiciária (PJ)”, prática, defendeu, que “tem de acabar”.

Manifestações de protestos na Praia: Dirigente sindical denuncia “ditadura na Polícia Judiciária” que “tem de acabar”
Este dirigente associativo falava à imprensa, na Cidade da Praia, à margem de uma manifestação contra a implementação do serviço social com base no salário dos funcionários, revela a Inforpress.

“(…) Existe claramente ditadura quando se recorre ao salário do funcionário para, de forma escamoteada, dizer que é para o benefício dos funcionários. Há ditadura quando se decide ir ao salário do funcionário desta maneira para criar um serviço cujos funcionários não tiveram conhecimento”, frisou.

João Vaz afirmou que a ASFIC-PJ considera ser de “total falta de respeito” para com os funcionários da PJ esta “manobra totalmente dirigida pelo director nacional da Polícia Judiciária” no sentido de “baixar, claramente, o salário do funcionário”.

“Acreditamos que não vai ser implementado. É para ser implementado já este mês com o desconto de 2% no salário dos funcionários, mas acreditamos que ainda há possibilidade de nós sentarmos à mesa e negociarmos este assunto”, acrescentou.

Segundo ainda a Inforpress, o presidente da ASFIC-PJ frisou ainda que nunca houve nenhuma negociação a respeito deste assunto e que é exactamente isto que está a indignar os funcionários.

“O motivo principal é este, mas os funcionários da PJ têm, neste momento, vários assuntos pendentes com o Ministério da Justiça, relativamente ao salário, a promoção e progressões, a subsídios que ficaram aprovados no estatuto de 2017 e que não foram cumpridos”, completou.

Questionado acerca das declarações do director nacional da PJ, António Sebastião Sousa, dando conta que o projecto havia sido socializado com os funcionários, João Vaz classifica as mesmas de “totalmente falsas”.

“Foi mais uma forma de atrasar o processo de uma negociação para chegarmos a um entendimento. É totalmente falso aquilo que ele diz relativamente à negociação. Não foi dado aos funcionários o conhecimento do assunto. É um assunto tratado por ele e levado e explicado no conselho de ministros por ele”, acrescentou.

João Vaz adiantou ainda que o próprio Governo entendeu que se trata de um assunto criado e tratado pelos funcionários, mas que “não é verdade”.

A luta, referiu, vai continuar caso não houver diálogo e ss próximos passos, disse, serão negociados com os funcionários.

João Vaz afirmou ainda acreditar que a adesão a esta manifestação atingiu os 80% a nível nacional, ou seja pouco mais de 200 funcionários.

Conforme lembra a mesma fonte, a Direcção Nacional da Polícia Judiciária já disse que, apesar das reivindicações, vai avançar com a implementação do serviço social, de modo a cumprir a lei.

Em finais de Agosto, o director da PJ, António Sebastião, garantiu que antes da aprovação do decreto-lei em sede do Conselho dos Ministros, os funcionários foram ouvidos, e que os mesmos, através do presidente da (ASFIAI-PJ), congratularam-se com a ideia da criação dos serviços sociais, mas defenderam que 2% do salário seriam um valor “exorbitante”.

Relativamente aos funcionários não associados a ASFIAI-PJ, António Sebastião Sousa garantiu que tiveram conhecimento da proposta, que foi remetida através de um e-mail interno e que não se pronunciaram, conclui a Inforpress.

Fonte: Asemana