Janira Hopffer Almada considera “preocupante” a redução do número de alunos na Universidade de Cabo Verde

Cidade da Praia, 29 Jan (Inforpress) – A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada considerou hoje “preocupante” a redução de alunos na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), anunciada pela reitora da instituição, Judite Nascimento.

A preocupação da líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), foi manifestada na sua página no facebook, reagindo ao anúncio feito pela reitora da Uni-CV à Inforpress, sobre a redução de alunos na instituição universitária.

“Preocupante! Sobretudo quando se sabe que a promessa era de generalizar o acesso ao ensino superior, com o aumento exponencial das bolsas de estudo!”, exclamou.

Janira Hopffer Almada referiu ainda que se as bolsas, no país, estão a diminuir drasticamente, “nem vale a pena” perguntar onde estão as 50 bolsas de estudo, por ano, nas melhores universidades do mundo, “prometidas pelo actual Governo”.

Essa intervenção surge após a reitora da Uni-CV Judite Nascimento frisar que a nível nacional “há uma tendência para redução do número de estudantes, afirmando que essa redução não se verifica no início do ano, porque, segundo disse, os estudantes procuram a universidade no início de cada ano lectivo, mas que acabam por desistir a meio do percurso.

Como justificativa, a responsável aponta a situação financeira das famílias.

Outra preocupação manifestada por Janira Hopffer na sua página no facebook está direccionada à formação profissional, da qual defendeu que o Executivo, após 3 anos de mandato, “não conseguiu” ter uma única visão nova e uma única medida nova para o sector, apesar de ter um membro do Governo específico com essa responsabilidade.

“O Governou actual recebeu uma “herança” com uma rede de 14 Centros de Emprego e Formação Profissional um Sistema Nacional de Qualificações estruturado (…) mas infelizmente, à semelhança do que fez na década de 90, já iniciou o processo de desmantelamento no sector da Formação Profissional…Infelizmente!”

Conforme realçou, (…) depois de 3 anos a fazer uma má “gestão corrente” do sector, eis que anunciou, há alguns dias, a alteração dos estatutos do IEFP, para informar que a principal alteração é transformar essa instituição numa instituição de regulação e de certificação.

Com isso, ressalvou, a instituição deixará de ser a promotora e executora da política do Governo, para a formação profissional, “num país de desenvolvimento médio, com uma elevada taxa de desemprego”, sobretudo na juventude.

“Perante essa realidade (…) o Governo decide que o Estado se retira da promoção e execução da formação profissional, e transfere essa competência para o sector Privado”, salientou.

Por fim, defendeu que não se pode continuar a assistir a esse “desbaratamento” de activos nacionais dessa forma, sendo que para tudo deve haver um limite, sustentando ao mesmo tempo, que o “Estado não pode continuar a demitir-se das suas responsabilidades, na nossa barba cara, esquecendo-se que foi escolhido para governar”.

Fonte: Inforpress