Carlos Reis: Luta de libertação nacional permitiu a assunção do futuro da Nação

O combatente da liberdade da pátria Carlos Reis defendeu ontem, 15, na Cidade da Praia, que a luta da libertação nacional permitiu a assunção do futuro da Nação e a afirmação da dignidade dos cabo-verdianos.

Carlos Reis fez essa afirmação em declarações aos jornalistas, antes de proferir uma conferência,” Cabo Verde, a luta pela libertação nacional – contribuições e impasses”, realizada pela Presidência da República, no âmbito da VIII Semana da República.

“A luta da libertação nacional deu para a afirmação das liberdades políticas e as garantias que a Constituição consagra, para a assunção do futuro da nação cabo-verdiana nas nossas próprias mãos e para afirmação da dignidade dos cabo-verdianos no concerto das nações”, frisou.

Por isso, lembrou o combatente da liberdade da pátria que a proclamação da República, anunciada 05 de Julho de 1975, veio na sequência da luta da libertação nacional movida pelos povos da Guiné Bissau e Cabo Verde.

Para Carlos Reis, a República de Cabo Verde nasce em condições “extremamente difícil”, devido a situação de seca que se vivia na altura, e, por outro lado, conforme explicou a mesma fonte, havia a exaltação da certeza de que o futuro pertencia aos cabo-verdianos.

“Isso é o que Amílcar Cabral chamava de sermos os actores da nossa própria história”, notou Carlos Reis, considerando que o estabelecimento de partidos políticos, a 13 de Janeiro de 1990, é também um “legado” da luta de libertação nacional, que demonstra um “desapego pelo poder”.

“Revisitar a história”, é o tema desse ciclo de três conferências, onde os oradores irão debruçar-se sobre os temas “Cabo Verde: Do povoamento à construção da nação: Uma etnografia histórica da liberdade”, “Cabo Verde: A luta de libertação nacional: contribuições e impasses” e “Cabo Verde: Edificação do estado entre a sobrevivência e a afirmação no concerto das nações”.

Para o dia 17, está prevista uma manhã infantil, dedicada às crianças das escolas de Calabaceira, São Pedro Latada, Eugénio Lima, Lém Cachorro, São Martinho Pequeno, Achada Mato, São Francisco com actividades culturais, recreativas e de lazer à volta desses dois marcos importantes da vida política e social do país.

No dia 18, está previsto o debate intitulado “Edificar a democracia”, com temas sobre “A participação da comunicação social nas democracias no mundo”, “O ressurgimento do populismo conceito natureza e os riscos desse fenómeno” e “Os desafios da democracia cabo-verdiana.

Fonte: Inforpress