Boa Vista: Idoso de 72 anos vive em situação muito precária e com problemas de saúde

O idoso, de 72 anos, mora sozinho num quarto sem água, sem luz e sem casa de banho. A situação é denunciada pelo grupo de activistas SOS Bubista.

O idoso Miguel Andrade, muito conhecido entre os boavistenses por “Miguelona”, que trabalhou durante muitos anos no cemitério da Boa Vista, encontra -se em situações muito precárias, enfrentando vários problemas, sobretudo de saúde.

O idoso, de 72 anos, mora sozinho num quarto sem água, sem luz e sem casa de banho.

A situação foi denunciada na página de Facebook do grupo de activistas SOS Bubista.

Além das más condições que enfrenta no dia a dia, para viver, Miguelona padece de um problema de visão que se agrava a cada dia. “Consigo ver pouca coisa. A cada dia tem piorado e quando alguém se aproxima sinto o vulto por cima de mim e só quando chega muito próximo é que consigo saber de quem se trata”, conta, através de um vídeo filmado pelo grupo de activistas.

A suas refeições diárias têm sido leite e bolachas ao pequeno almoço, almoço e jantar.

De vez em quando esse idoso recebia ajuda do seu amigo “Manecas” e de vizinhos, mas não é sempre.

“Quando tenho alguns trocos, mando fazer um arroz com ovo estrelado ou qualquer outra coisa. Só que não é sempre”, lamenta.

Miguelona diz que nunca recebeu nenhuma ajuda da Câmara Municipal de Boa Vista ou qualquer instituição pública a não ser no natal. “Este ano nem no natal recebi uma cesta básica porque não estou bem de saúde e não sai de casa para ir à festa que a câmara costuma fazer”.

Preocupados com a situação do idoso, a “SOS Bubista” chama a atenção de quem de direito.

“Ele precisa de todo o apoio para que tenha um velhice com dignidade, sendo que deu seu contributo para a nossa ilha, trabalhando no cemitério da sua livre e espontânea vontade. É revoltante e triste ver esse senhor nessa situação. Agora que precisa, é-lhe virado as costas”, alertam.

Desconhece-se para já a existência de quaisquer familiares e se esse idoso recebe, ou não, pelo menos, a pensão social miníma.

Fonte: Anacao