TAP e SATA disputam voos internacionais em Cabo Verde. CVA continua no chão

A ilha do Sal recebe esta segunda-feira, 14, o primeiro voo comercial internacional regular em oito meses, com o arranque da ligação a partir de Lisboa operada pela portuguesa SATA, que concorre apenas com a TAP no mercado cabo-verdiano.

Desde a segunda quinzena de março que a ilha, a mais turística de Cabo Verde e cujo aeroporto local recebia mais de um milhão de passageiros por ano, não tem voos comerciais internacionais, devido à suspensão das ligações aéreas, por decisão do Governo, para conter a pandemia de covid-19.

Essa suspensão foi levantada a partir de 12 de outubro, com a portuguesa TAP a retomar praticamente de imediato as ligações aéreas diárias para a Praia e para Mindelo, seguida da SATA Azores Airlines, que também já voa para a capital. Ambas as companhias aéreas portuguesas anunciam ligações à Europa e Estados Unidos, onde residem as maiores comunidades de emigrantes cabo-verdianos.

A companhia açoriana SATA alargou a partir desta segunda-feira os voos para a ilha do Sal, a partir de Lisboa, com duas ligações por semana. Este voo da SATA tem chegada prevista ao Sal por volta das 16:00 e a partida para a capital portuguesa às 18:05. A companhia prevê ainda iniciar a partir de 22 de dezembro, uma vez por semana, os voos de Lisboa para Mindelo , tendo, tal como na Praia, apenas a concorrência direta da TAP.

Já a Cabo Verde Airlines (CVA), companhia de bandeira e desde março de 2019 controlada por investidores islandeses e que estava a instalar no Sal um ‘hub’ para ligar África, Europa e América, continua sem anunciar qualquer plano de retoma de voos.

Apesar de a suspensão das ligações aéreas internacionais ter sido levantada pelo Governo há mais de dois meses, a companhia continua totalmente parada, tal como acontece desde finais de março.

Questionada pela Lusa sobre o calendário para a retoma da atividade, a companhia não respondeu.

Desde maio que são conhecidas negociações entre a administração da Cabo Verde Airlines e o Governo – Estado detém 39% do capital social da companhia – para a obtenção de um empréstimo de longo prazo que permita a viabilidade da companhia, até agora sem resultados.

Fonte: SantiagoMagazine