Sindicato promete mais uma greve por parte dos vigilantes caso não se cumpra com as reivindicações

Junho 15, 2021
12:11 pm
Cidade da Praia, 15 Jun (Inforpress) – O presidente do Sintsel, Manuel Barros, anunciou hoje, na Praia, que os vigilantes vão fazer mais uma greve, a partir do mês de Julho, uma forma de “continuar a luta” para que os seus direitos sejam respeitados.

O responsável pelo Sindicato Nacional dos Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio e Pesca (Sintsel), Manuel Barros, fez este anúncio à imprensa, à margem da greve de 72 horas dos vigilantes das empresas de segurança privada, explicando que o objectivo é fazer com que o Governo cumpra com sua obrigação, conforme o Acordo Colectivo de Trabalho.

“Há um acordo, assinado e publicado, não podemos estar sempre com as promessas, pois os vigilantes estão há quatro anos esperando”, disse.

No seu entender, os vigilantes querem ver na prática a nova grelha salarial em vigor, e não ser frequentemente arrastada e estipulada a novas datas, afirmando que o que se tem feito são encontros para negociações.

“Não queremos participar de mais encontros paralelos apenas para ouvir desculpas. Tinham prometido para Janeiro de 2020 a nova grelha, não foi cumprido, prometeram que no mês de Maio de 2021 iriam receber e nada, portanto sempre desculpas”, sublinhou Manuel Barros.

Por outro lado, acusou o presidente do Siacsa (Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins), Gilberto Lima, de fazer o papel das empresas ao “incentivar” os vigilantes a não aderirem à greve, considerando que esta atitude é reprovável e não tem nada a ver com o sindicalismo.

“Os sindicalistas não podem confundir o papel de sindicalismo e política, porque os sindicatos têm que estar com os trabalhadores”, salientou aquele sindicalista.

Segundo informações avançadas pelo responsável, a greve é nacional e cerca de 80 por cento (%) dos vigilantes aderiram.

O Sintsel anunciou uma greve nacional de três dias com início a partir de hoje, materializada por alegado incumprimento das empresas de segurança privada do acordo de trabalho que foi assinado entre o Governo, sindicatos e empresas.

HR/ZS

Inforpress/Fim