São Vicente: Desemprego na ilha “continua a aumentar sem solução à vista” – PAICV

Mindelo, 04 Abr (Inforpress) – O deputado Manuel Inocêncio Sousa, eleito nas listas do PAICV pelo círculo de São Vicente, considerou hoje, no Mindelo, que o desemprego na ilha “continua a aumentar sem solução à vista”, com perda de 2740 empregos, em 2018.

O eleito do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) falava em conferência de imprensa no final de um conjunto de visitas dos deputados aos sectores do investimento privado e do emprego, para além de encontro com a câmara municipal.

Inocêncio Sousa avançou que, para além da diminuição da população empregada, o Centro de Emprego e Formação Profissional de São Vicente, nos meses de Janeiro e Fevereiro, registou 104 pedidos de subsídio de desemprego, pelo que, sintetizou, a criação dos estágios profissionais “não é a medida milagrosa” para o desemprego jovem.

Dados avançados pelo parlamentar indicam que dos 5000 estágios profissionais anunciados pelo Governo cerca de 800 estão previstos para São Vicente.

“A realidade é que o Centro de Emprego e Formação Profissional na ilha só conseguiu até agora inserir em estágios 15 jovens em Janeiro e 11 em Fevereiro”, concretizou a mesma fonte.

Do encontro com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, o deputado da oposição disse que recebeu a informação de que estão previstos três projectos de hotelaria privados para ilha, na Avenida Marginal e na Laginha, mas “sem dimensão suficiente” para “alavancar o desenvolvimento turístico”.

À colação, Manuel Inocêncio Sousa trouxe o projecto de um resort em Salamansa, cuja convecção de estabelecimento foi rubricada em Dezembro de 2017, e que deveria gerar 700 postos de trabalho, mas do qual “nunca mais se ouviu falar”, pelo que os deputados do PAICV dizem desconhecer outra “importante iniciativa de investimento empresarial” capaz de contribuir para a “dinamização da economia” e a para a “criação de novos empregos”.

“Entretanto, o Governo, desde Maio de 2017, continua a acenar os sanvicentinos com a miragem da Zona Económica Especial Marítima, que não ata nem desata”, afirmou, e a apostar, lançou, numa regionalização “mal concebida” e que tem “mais probabilidade de complicar do que de resolver o problema”.

Ainda no sector económico, o PAICV reafirmou que a escolha feita pelo Governo na concessão dos transportes marítimos inter-ilhas vai significar “a morte de uma meia dúzia de empresas armadoras” com base em São Vicente, o que significa a “perda de cerca de 300 postos de trabalho” nos próximos meses.

“Com todas essas dificuldades, o Governo mantém-se insensível à solução dos problemas do transporte aéreo doméstico e internacional que está a penalizar a economia da ilha e a criar dificuldades acrescidas aos empresários e aos cidadãos” enfatizou Manuel Inocêncio.

Fonte: Inforpress