São Vicente: Candidato Albertino Graça alerta que é hora de mudar atual Câmara Municipal

Albertino Graça, candidato do PAICV à Câmara Municipal de São Vicente nas eleições de 25 deste mês, alerta que «está na hora de mudar» a atual equipa camáraria de Augusto Neves. Titota, que conta ainda com o apoio do Movimento 15 mil da sociedade civil, desafia que a sua candidatura é a que tem condições para efetuar a mudança necessária e fazer a diferença, advertindo que a ilha do Monte Cara está perante uma encruzilhada de fazer uma escolha certa. «Será uma mudança a ser feita com os sanvicentinos e pelos sanvicentinos, nunca sem eles e muito menos a despeito deles. Concebemos a mudança para responder às aspirações e expetativas que desde há muitos anos os habitantes desta ilha vêm acalentando. Estamos perante uma encruzilhada decisiva onde há que fazer a escolha certa entre caminhos que poderão ser irreversíveis e com consequências benéficas ou funestas, dependendo do rumo que for seguido». Albertino Graça admite que tem todas as condições para vencer o pleito eleitoral deste mês e anuncia governar com todos e para todos caso venha a ser eleito presidente da Câmara de São Vicente. Para mais detalhes, leia a entrevista que Graça concedeu ao Asemanaonline e que publicamos a seguir.

São Vicente: Candidato Albertino Graça alerta que é hora de mudar atual Câmara Municipal
A Semana – Qual é a nova visão para o desenvolvimento de São Vicente que a sua equipa à Câmara pretende implementar, caso vença as eleições de 25 de outubro?

Albertino Graça – É uma visão segundo a qual o desenvolvimento deve servir para promover um ambiente social harmonioso, propiciador de uma vida digna a todos os cidadãos. Trata-se de uma opção humanista, moderna, democrática, participativa, de justiça social e de inclusão, no quadro de um progresso económico dinâmico e diversificado capaz de aproveitar as vantagens e potencialidades existentes em benefício da ilha e dos seus cidadãos. Visão portadora de uma nova esperança para a nossa ilha, que ficou parada no tempo e está ansiosa por encontrar um novo rumo.

Quais serão as prioridades da sua equipa?

– Na nossa Plataforma Eleitoral, compilamos as nossas prioridades em seis pilares que identificam as principais linhas de força ao longo das quais pretendemos trabalhar para garantir que a atuação dos órgãos municipais seja conduzida em consonância com os interesses legítimos dos munícipes e em seu benefício.

Assim, através da governança municipal pretendemos trazer transparência, equidade, a prestação de contas e a responsabilidade corporativa; comprometemo-nos a garantir um desenvolvimento sustentável com equidade social, preservando o meio-ambiente, agindo com firmeza sobre a política, o planeamento e a gestão urbanísticas de S. Vicente e também sobre a política habitacional; implementaremos uma política de coesão social, visando o apoio às famílias, a promoção da saúde e de práticas saudáveis, da educação e formação a todos os níveis, na atenção à juventude, à sua capacitação e ao seu futuro, assim como no fomento e desenvolvimento do desporto; garantiremos os indispensáveis incentivos ao florescimento da nossa cultura, e, bem assim, à proteção e preservação do vasto património de que a ilha se orgulha de ser sede; estaremos trabalhando ativamente, em coordenação com o governo central e os restantes operadores económicos, na definição e materialização de novas perspetivas e soluções originais para atender aos grandes desafios da economia e do emprego, e assegurar a base material indispensável à realização dos restantes objetivos; finalmente, atenção especial irá merecer o domínio das relações externas e cooperação, importante via para conseguir os recursos necessários e complementares para a implementação do projeto de desenvolvimento de São Vicente

O que pode ser mais importante para São Vicente neste momento?

– O mais importante para São Vicente neste momento é mudar a equipa camarária para assegurar a planificação urbanística de modo a resolver os problemas da habitação, nomeadamente a informal e do desemprego.

Será igualmente importante e urgente o apoio às famílias mais atingidas pela crise gerada pela pandemia do coronavírus.

A sua equipa está em condições de vencer as próximas eleições?

– Temos todas as condições para vencer as eleições de 25 de Outubro.

Antes de tudo, porque apresentamos um programa com soluções viáveis para os problemas de todos os sanvicentinos, sustentado por valores seguros que colocam em primeiro lugar o desenvolvimento e bem-estar da população.

Apresentamos para esse efeito uma equipa de ação competente e dedicada, capaz de equacionar novas soluções, levá-las ao terreno e executar os projetos elaborados.

Mas vamos vencer também porque somos a melhor alternativa à atual equipa da Câmara Municipal, que há muito atingiu o seu fim de ciclo, um ciclo demasiado longo. A gestão cessante que pretende continuar por mais quatro anos, já esgotou todas as suas reservas e mostrou estar desprovida de soluções para os problemas cada vez mais complexos que esta ilha e o seu povo têm de enfrentar, sendo que grande parte desses problemas são o resultado da gestão incompetente exercida principalmente em benefício de uma minoria de pessoas próximas do partido governante. Hoje em dia toda a gente se dá conta que, incapaz de apresentar obra feita em prol da ilha e dos cidadãos, essa equipa viu-se aflita e desorientada, desdobrando-se em lançamentos de primeiras e segundas pedras, fabricando inaugurações, multiplicando pequenos trabalhos e assumindo um rodopio de compromissos de última hora à volta da posse de terrenos e autorizações para construção que, milagrosamente nas vésperas das eleições, a Câmara decide ou promete atender ou agilizar, depois de longos anos de espera. Isso, sem contar com ações de legalidade duvidosa, no mínimo, pouco transparentes, com o implícito objetivo, eticamente indesculpável, de conquistar os votos de cidadãos com dificuldades de emprego ou com outras carências materiais.

Falho de competência, de imaginação e, também, de vontade, mas, sobretudo, de identificação com os sanvicentinos com as suas interrogações, expetativas e angústias, o poder cessante acumulou tamanho nível de rejeição que não se pode constituir alternativa a si próprio.

Dezasseis anos é tempo demais, principalmente vistos os magros resultados alcançados. Está na hora de mudar.

A nossa equipa vai cumprir esta exigência dos mindelenses.

Mudar a administração municipal e governar com todos para todos
O que pretende mudar se ganhar as autárquicas de 25 de outubro?

– Antes de mais, mudar a administração pública municipal. Torná-la moderna, racionalizada, inovadora, qualitativa e desconcentrada. Uma administração para servir os cidadãos, ao mesmo tempo apelando à participação de todos os sanvicentinos, sem qualquer tipo de discriminação ou exclusão. Com isso transformar o nosso município, criar um novo sentimento de pertença capaz de se converter em força para ajudar a vencer os enormes desafios com que nos confrontamos.

Se obtiver maioria relativa, pretende governar com todos ou prefere fazer coligação com alguma(s) das equipas concorrentes?

– Esperamos ganhar com a maioria absoluta, no entanto se não for essa a vontade dos eleitores, estaremos sempre disponíveis para analisar os diferentes cenários que estarão sobre a mesa e decidir de acordo com os interesses da ilha. Entendemos que os mandatos são para cumprir e que se deve respeitar a decisão do povo. Por isso, se houver maioria relativa a nosso favor e todas as candidaturas elegerem vereador(es), trataremos de governar com todos os eleitos, atribuindo-lhes pelouros e gabinetes. Entendemos que todos somos poucos para a tarefa de desenvolver São Vicente. A disputa das eleições, por mais cerrada que tenha sido, deve ficar fora das negociações para a formação do Governo Municipal.

Todos os desentendimentos e quezilas eventualmente ocorridos durante a campanha eleitoral devem ser ultrapassados para juntos participarmos na tarefa de desenvolver São Vicente.

Movimento de 15 mil e campanha com elevação
O que representa para a sua candidatura suportada pelo PAICV o trabalho que o denominado Movimento 15.000 vem desenvolvendo em seu apoio?

– O Movimento 15.000 é um movimento apartidário oriundo da sociedade civil e que engloba pessoas das mais diversas origens e opções políticas. É claro que ter o apoio de um movimento do tipo – que tem a convicção clara que São Vicente precisa mudar e que a mudança certa é a candidatura ‘Nôs Razão’ – deixa-nos extremamente orgulhosos e ainda mais confiantes na vitória.

Como vê as demais candidaturas do MpD, da UCID e do Grupo Independente?

– São projetos diferentes do nosso e que constituem candidaturas que respeitamos.

De que forma pretende fazer a campanha eleitoral, em termos de nível de linguagem e qualidade da comunicação?

– Pretendemos continuar fiéis à nossa forma de ser e de fazer política: com ELEVAÇÃO. O valor da nossa candidatura reside na força das nossas ideias, na identificação do nosso projeto com a alma, a ambição e as legitimas aspirações das gentes de Soncent. Temos argumentos suficientes para não ter necessidade de engrossar a voz para distrair os eleitores. Não participaremos em guerras mesquinhas nem em discussões estéreis, estamos focalizados em matérias que digam respeito a problemas e situações reais e que afetam os cidadãos desta ilha.

Apela para que os sanvicentinos façam escolha certa
Que mensagem dirige aos sanvicentinos?

– Está na hora de mudar e a nossa candidatura é a que tem condições para efetuar a mudança e fazer a diferença. Será uma mudança a ser feita com os sanvicentinos e pelos sanvicentinos, nunca sem eles e muito menos a despeito deles. Concebemos a mudança para responder às aspirações e expetativas que desde há muitos anos os habitantes desta ilha vêm acalentando. Estamos perante uma encruzilhada decisiva onde há que fazer a escolha certa entre caminhos que poderão ser irreversíveis e com consequências benéficas ou funestas, dependendo do rumo que for seguido.

O tempo que vivemos é de incertezas crescentes, algumas delas angustiantes. Estamos a fazer face a realidades inéditas, complexas e instáveis a um nível nunca atingido na existência das atuais gerações, e que colocam a humanidade inteira perante desafios existenciais que terão de ser enfrentados com inteligência, serenidade e decisão, não só a nível global, mas também nacional e local, com reflexos diretos nos comportamentos e vivências individuais.

Daí a importância particular destas eleições autárquicas, cujos resultados, mais do que em qualquer das anteriores, poderão ter um impacto profundo e duradouro na sociedade sanvicentina, na vida diária dos cidadãos e na própria configuração urbana de S. Vicente nos próximos quatro anos, com prováveis repercussões à escala de Cabo Verde.

Importa, por isso, fazer a escolha certa, aquela que colocará ao leme dos destinos do nosso município cidadãos de elevado perfil ético, com provas dadas de competência, seriedade e dedicação, conhecedores dos problemas e também portadores das respetivas soluções, pessoas que se identificam com a realidade vivida pelos homens e mulheres desta ilha na sua labuta diária por uma vida digna e por um futuro melhor para seus filhos, gente com visão e determinação capaz de conduzir S. Vicente através de uma nova rota de prosperidade e progresso.

Fonte: Asemana