Santo Antão: Produtores agrícolas dois anos à espera pela deslocalização do centro pós-colheita

Porto Novo, 07 Out (Inforpress) – Os produtores agrícolas em Santo Antão esperam, há dois anos, pela prometida deslocalização do centro pós-colheita desta ilha para as instalações do porto, no Porto Novo, para poder melhor servir a classe.

Este centro, construído em 2010 (foi operacionalizado três anos depois), foi localizado nos arredores da cidade do Porto Novo, numa zona afastada do porto, facto que, segundo os produtores agrícolas, cria “muitos constrangimentos”, sobretudo a nível do custo do serviço prestado, que fica “elevado”.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) reconhecendo que o centro tem “muitas vulnerabilidades”, desde logo a “má localização”, prometeu, em 2017, a transferência dessa infra-estrutura de tratamento e embalagem de produtos, para o cais do Porto Novo.

Desde dessa altura, os agricultores têm vindo, constantemente, a exigir a transferência do centro para as instalações portuárias, processo que, segundo os serviços deste ministério no Porto Novo, está em “andamento”.

MAA pretende instalar no porto do Porto Novo “os equipamentos mínimos” que permitem efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas, que serão exportados para as outras ilhas do arquipélago.

O primeiro-ministro assegurou, recentemente, que o Governo continua à procura de “uma solução alternativa”, em termos de localização do centro pós-colheita de Santo Antão, com vista a servir melhor os produtores agrícolas.

Ulisses Correia e Silva admitiu que a localização do centro pós-colheita de Santo Antão, construído no quadro do primeiro compact do programa Millenium Challange Account (MCA), não foi bem acautelada, situação que tem dificultado a vida dos agricultores.

A questão de localização deste centro constitui, também, uma preocupação dos presidentes das câmaras municipais de Santo Antão, que consideram o centro “um investimento perdido”, devido à sua “má localização” e pelos “elevados custos de funcionamento”, desse espaço.

Fonte: Inforpress