Santo Antão/Planalto Leste: Agricultores reclamam dos apoios do Governo prometidos no incêndio de Julho de 2018

Porto Novo, 29 Jul (Inforpress) – Agricultores que tiveram perdas avultadas devido ao incêndio que deflagrou há um ano no perímetro florestal do Planalto Leste, lamentaram hoje em declarações à Inforpress que “continuam ainda à espera dos apoios prometidos” pelo Governo.

Conforme sublinharam, o incêndio que deflagrou, há um ano, no perímetro florestal do Planalto Leste, além de perdas “avultadas” de pinheiros, consumiu ainda dez hectares de terrenos agrícolas.

Os lavradores, sobretudo das zonas de Morro de Vento, Curral da Russa e Escovadinha, que perderam “parte importante” de terrenos agrícolas, dizem que nessa ocasião, Julho de 2018, receberam a garantia do Governo de que iriam ser apoiados, dado os “muitos prejuízos” registados.

Entretanto, em declarações à Inforpress, lamentaram o facto de até agora, “nenhum agricultor ter recebido qualquer tipo de apoio do Governo”, apesar dos enormes prejuízos provocados pelo incêndio, que destrui muitos terrenos agrícolas.

“Depois de um ano, continuamos à espera das promessas do Governo em ajudar os agricultores que perderam as suas culturas. Até agora nada de apoios”, informou Arlindo Lopes, que perdeu dois hectares de culturas (feijões e outras).

Amílcar da Luz foi outro agricultor que teve “muitas perdas” a nível de terrenos agrícolas, assim como João Tomás, que perdeu também parte da sua propriedade coberta por feijões.

Consideram que o incêndio em apreço “complicou-lhes a vida”, e que por isso o Governo devia olhar para a situação desses camponeses, “que viram devastados as suas propriedades”.

O incêndio, além dos 200 hectares da floresta e dos dez hectares de terrenos agrícolas consumidos, destrui também parte das canalizações feitas no âmbito do projecto de abastecimento ao Planalto Leste, que foram respostas algum tempo depois.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) anunciou um plano de recuperação da zona ardida, orçado em 30 mil contos, que abarca, além de acções de conservação de solos e água, ainda a reposição das plantas destruídas durante o incêndio, limpeza da floresta e informação e sensibilização das populações.

Criado há mais 150 anos, a floresta do Planalto Leste, com 1.600 hectares de extensão, foi declarada reserva florestal em 1990.

Fonte: Inforpress