Santo Antão: “Governo não está a cumprir compromissos assumidos” – PAICV

Ribeira Grande, 01 Out (Inforpress) – O presidente da Comissão Política Regional (CPR) do PAICV em Santo Antão, Saturnino Baptista, considerou, em conferência de imprensa, na Ribeira Grande, que o MpD e o seu Governo “não estão a cumprir os compromissos assumidos”.

Saturnino Baptista denunciou que as obras lançadas pelo primeiro-ministro durante a sua visita, em Julho, ainda não arrancaram, apesar de Ulisses Correia e Silva “ter feito questão” de sublinhar que “não estava a lançar primeiras pedras mas sim obras para arrancarem logo”.

O líder do PAICV em Santo Antão recorda que o secretário de Estado da Educação, na sessão solene comemorativa do dia do Município do Paul, de 2018, “anunciou o arranque do Ensino Superior em Santo Antão para o ano lectivo 2019/20”.

“Estamos a terminar o mês de Setembro, o senhor primeiro-ministro veio para a abertura do ano lectivo no Paul, nenhuma palavra foi pronunciada sobre o Ensino Superior na Ilha”, reforçou a mesma fonte.

As críticas de Saturnino Baptista resultam das conclusões saídas da última reunião da CPR que apontam o dedo “à falta de apoios” do Governo aos agricultores do Planalto Leste, na sequência do incêndio de 2018, “à não realização dos estudos” para a obra de protecção da Orla Marítima da cidade das Pombas, no Paul, bem como “à ausência de soluções” para a lixeira das imediações de Aguada de Janela.

“A situação de caos vivida nos transportes marítimos entre as ilhas, graças a pressão do povo de Santo Antão foi melhorada, mas está longe de ser resolvida” afirmou Saturnino Baptista, que exige que a empresa Inter-ilhas introduza “mais um barco ou o Governo acabe com o sistema de monopólio” permitindo a entrada de outros operadores nessa linha, para “resgatar os padrões de qualidade, regularidade e segurança conquistada há muitos anos”.

Saturnino Baptista reclama “medidas concretas” tendentes a socorrer as populações do mundo rural que temem por dias difíceis, num cenário de “mais um mau ano agrícola” e denunciou a persistência de constrangimentos no arranque do novo ano lectivo, cujo exemplo é o facto de “só agora” os manuais terem começado a chegar às papelarias.

Fonte: Inforpress