Santiago Norte: PAICV denuncia situação de “insegurança e violência urbana” que se vive no Tarrafal

A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV em Santiago Norte denunciou hoje a situação de “insegurança e violência urbana” que se vive no Tarrafal, afirmando que a mesma não tem merecido a devida atenção por parte das autoridades.

Santiago Norte: PAICV denuncia situação de “insegurança e violência urbana” que se vive no Tarrafal

“Tarrafal é um concelho conhecido pela sua tranquilidade, morabeza e paz social. Um concelho com pessoas humildes e de bom trato, pessoas amigas, acolhedoras, simpáticas e amáveis. Mas, o que tem estado a acontecer é preocupante, porque os moradores e operadores turísticos não têm tido o sossego e nem segurança nas suas próprias residências e nem nos hotéis e pensões”, afirmou o porta-voz da CPR do PAICV em Santiago Norte.

Ronaldo Cardoso fez esta denúncia em Ponta d’Atum, Tarrafal, durante uma conferência de imprensa para fazer um pronunciamento público, na sequência da visita às comunidades e das denúncias da população, sobre “a gravíssima situação de insegurança e violência urbana” que se vive nesse município do interior de Santiago, particularmente nas zonas de Ponta d’Atum e Achada Baixo.

Por causa da situação, o membro da CPR do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) em Santiago Norte assegurou que hoje moradias modernas estão a perder completamente as suas estéticas originais, isto porque, acrescentou, estão com grades para garantir o “mínimo de segurança”.

Para sustentar as afirmações, o também líder da bancada do PAICV na Assembleia Municipal relatou vários casos de assaltos às famílias dentro das suas próprias residências, a iates na baía, a turistas e emigrantes em férias, em que os larápios levaram objectos de valores, como dinheiro, ouro, prata, roupas, telemóveis, ‘tablet’, computadores, eletrodomésticos e mobiliário.

Ronaldo Cardoso referiu ainda a um caso recente, cujo morador foi “atacado, assaltado e assassinado na sua própria casa”, situações que no seu entender, tem deixado os emigrantes com medo de regressarem às suas habitações.

Por tudo isso, o dirigente do principal partido da oposição lamentou o facto de apesar de as famílias terem apresentado queixa junto das autoridades a mesma ainda não seja resolvida e nem levada para Tribunal.

“Em alguns casos relatados, os assaltantes deixaram alguns pertences esquecido no local de assalto e outros dados que podem ser importantes na identificação dos larápios, mas as autoridades ignoram”, criticou o eleito municipal do PAICV, informando que burocracia tem levado muitos queixosos a desistirem do processo.

Ronaldo Cardoso disse que os casos relatados podem ser comprovados com visitas à essas zonas, ouvindo testemunhos de moradores e vítimas e exigiu que seja melhorada a situação da iluminação pública nessas localidades e não só e ainda a presença permanente de polícias nas mesmas e em lugares muitos frequentados.

Tais medidas, entende o PAICV, vão ajudar na reposição “urgente” da normalidade para que Tarrafal não venha a perder mais do que tem estado a perder, e para que a justiça seja feita e as vítimas possam reencontrar a paz e a tranquilidade, tendo em conta que estas decidiram investir nesse município do interior de Santiago.

Para o membro da CPR do PAICV em Santiago Norte, os moradores do Tarrafal em geral, e de Ponta d’Atum e Achada Baixo, em particular, têm que ter tranquilidade, isto porque, sustentou, são as zonas que têm merecido os melhores investimentos privado.

“O PAICV – Tarrafal defende que não há nenhum investimento que vai valer, se o lugar não for seguro. (…) É preciso um conjugação e esforço entre autoridades política e judicial, com medidas claras e eficazes de combate as zonas de sombra e capazes de combater a violência e insegurança”, observou Ronaldo Cardoso.

Fonte: Inforpress