Protestos de 5 de Julho no Mindelo: Reivindicação do cumprimento da promessa de mais autonomia política e económica para a ilha

O Movimento Cívico “SOKOLS 2017” apela às forças vivas da sociedade civil de São Vicente a participar em força numa manifestação que terá lugar no dia 5 de Julho de 2019, às 10h da manhã, com concentração e partida da Praça Estrela.

Este movimento cívico já promoveu a realização quatro grandes marchas de protestos, uma em 2017 e três 2018, volta a apelar ao sanvicentinos para saírem à rua no dia em que se celebra os 44 anos de independência do país. Diz que os motivos que os levam à realização desta marcha de protesto são sustentados pelo seguinte argumento: a reivindicação do cumprimento da promessa de mais autonomia política e económica para as ilhas, entre outros.

O movimento “SOKOLS 2017” quer que a população de São Vicente venha para a rua, no dia 05 de Julho, para se manifestar contra a desonestidade do Governo, a incompetência dos Deputados, o silêncio da Câmara Municipal e contra as políticas que bloqueiam o desenvolvimento das ilhas e por mais autonomia política e económica.

O movimento liderado por Salvador Mascarenhas diz que três anos depois de vencer as eleições, o Governo não só não concretizou as promessas que fez aos eleitores de São Vicente, como contribuiu ativamente para a degradação da situação econômica da ilha, principalmente através dos acordos que firmou no sector dos transportes.

E que com a retirada do aeroporto de São Vicente das rotas do interesse da Icelandair, o Movimento Sokols diz que “o Governo permitiu o desenrolar desta situação calamitosa, sem obter quaisquer garantias de serviço por parte da Icelandair, deixando os passageiros de São Vicente cativos do monopólio de facto que é detido pela TAP”.

Outra situação prende-se com o acordo sobre o tráfico aéreo doméstico com a Binter – que também constitui um monopólio de facto, penaliza São Vicente, retirando-lhe as ligações diretas que detinha para a região norte, ligações essas que eram cruciais para a sua economia.

No sector marítimo, diz a nota justificativa, “as rotas acordadas com a Transinsular despiram São Vicente da sua rede de cabotagem e selaram o isolamento da sua população e da sua economia”.

Ademais, afirmam que o impacto negativo deste bloqueio aéreo e marítimo sobre o comércio, o turismo e a indústria sanvicentina foi quase imediato. “Já temos relatos de operadores turísticos em crise e da relocalização de centrais de compra de algumas empresas para a Praia, porque o porto de São Vicente já não oferece condições mínimas de importação e escoamento”.

E destaca como agravante desta situação, uma Administração Municipal que pertence ao partido da Situação, e que se recusa a criticar e protestar as medidas sucessivas que o Governo tem tomado contra o desenvolvimento e a própria sobrevivência desta ilha.

“Por este conjunto de agravos, apelamos a todos os Sanvicentinos a juntar a sua voz a este protesto, pelo bem da nossa ilha. Convidamos todos os cidadãos a manifestarem-se”.

Fonte: Notícias do Norte