Porto Novo: PAICV denuncia situação social “marcada pelo desemprego e pobreza

Porto Novo, 21 Dez (Inforpress) – Os eleitos municipais do Partido Africano da Independência de Cabo Verde  (PAICV) alertaram hoje para a situação social “nada boa” por que passa o concelho do Porto Novo, Santo Antão, “marcada pelo desemprego, pobreza e pelo êxodo rural”.

O alerta surgiu na sequência de uma visita dos deputados municipais do PAICV às comunidades deste município, onde, avisam ainda, “mais de metade” da população do Porto Novo encontra-se “em situação da pobreza”.

“A maior preocupação é o desemprego e o êxodo rural. A situação social não é nada, porque um concelho com índice de pobreza acima dos 50% não pode estar bem”, avançou o líder da bancada, João Fonseca, que chamou atenção, também, para a saída dos jovens das zonas rurais em direcção aos centros urbanos, por causa do desemprego.

João Fonseca deu como exemplo a localidade de Chã de Norte, de onde saíram, nos últimos três meses, perto de 50 jovens, por estarem “desanimados”, no entender deste responsável.

“As pessoas estão desanimadas e dizem que não há outra solução, se não ir à procura de uma melhor em outras paragens “, notou ainda.

No Planalto Norte, a situação dos criadores de gado é “lastimável”, segundo os eleitos locais do PAICV, que alertam para “o gritante défice” habitacional ainda existente neste concelho, onde estimam que “milhares de famílias” precisam ainda de “uma habitação condigna”.

O presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, admite, por seu lado, que a pobreza é ainda “elevada” mas está a reduzir-se, graça a acções que estão a ser promovidas pela sua autarquia em prol dos mais desfavorecidos.

A nível da terceira idade, o número de pensionistas aumentou de 800 para 1300, segundo Aníbal Fonseca, que realçou o facto de a sua edilidade ter reabilitado, nos últimos três anos, mais de 600 casas, possibilitando, assim, melhores condições de vida às famílias desfavorecidas.

Em relação à perda da população, tem havido a saída de uma média de 200 jovens para outras ilhas, um fenómeno  que, embora não seja “preocupante”, precisa ser travado, no entender do autarca.

Fonte: Inforpress