Porto Novo: Dificuldades no tratamento e conservação do pescado tiram o sono aos operadores no Tarrafal de Monte Trigo

Porto Novo, 26 Mar (Inforpress) – As dificuldades no tratamento e conservação do pescado continuam a preocupar os operadores de pesca no Tarrafal de Monte Trigo, no interior do concelho do Porto Novo, Santo Antão, conforme a associação dos pescadores dessa localidade.

Tarrafal de Monte Trigo dispõe de uma unidade de produção de gelo, com capacidade para apenas 400 quilos/dia, situação que está a criar “sérios constrangimentos” aos operadores, que são obrigados a recorrer à cidade do Porto Novo ou mesmo a São Vicente para conseguir conservar o seu pescado.

Segundo Carlos Pires, representante da Associação dos Pescadores do Tarrafal de Monte Trigo, essa comunidade piscatória precisa, pelo menos, produzir duas toneladas de gelo por dia, para poder atender à procura dos operadores em matéria de conservação do pescado.

Esse responsável insiste, também, na necessidade de o Governo apoiar os pescadores locais na criação de um espaço adequado para tratamento do pescado.

O Governo prometeu, em Janeiro, melhorar, “de imediato”, as condições de conservação e tratamento do pescado no Tarrafal de Monte Trigo, onde os cerca de 90 pecadores têm vindo a reclamar melhorias das condições para exercício da actividade piscatória, nomeadamente a nível do tratamento e conservação.

A Associação dos Pescadores do Tarrafal de Monte Trigo queixa-se ainda da falta de um arrastadouro de botes, infra-estrutura que poderá ser construída no âmbito de um projecto integrado para essa localidade, já anunciado pelo Governo, à volta de 200 mil contos, com início para 2019.

Santo Antão é uma das ilhas que estão a ser abrangidas por um estudo a cargo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com o financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o qual vai permitir a elaboração do plano estratégico sobre os investimentos na economia azul, em Cabo Verde.

Em Santo Antão, os operadores de pesca têm estado a alertar para o “esquecimento” das pescas nesta ilha que, conforme dizem, precisa de infra-estruturas para potenciar o sector, como sendo um cais de pesca, arrastadouros de botes e entrepostos de frio em todas as comunidades.

Fonte: Inforpress