Porto Mosquito: PAICV diz que comunidade foi abandonada pelo autarca local

O PAICV (oposição) afirmou hoje,26, que a comunidade piscatória de Porto Mosquito foi abandonada pelo autarca local, que não tem tido medidas nem políticas assertivas no sentido de melhorar a qualidade de vida das populações.

Porto Mosquito: PAICV diz que comunidade foi abandonada pelo autarca local
A constatação foi feita hoje pelo presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul do PAICV (CPRSS) do Santiago Sul, Carlos Tavares, que falava à Inforpress, depois de contactar “in loco” a população e militantes do partido nesta localidade da Ribeira Grande de Santiago.

“Saímos daqui com a convicção, muita clara, de uma comunidade foi abandonada, sem medidas, politicas, muito menos obras assertivas no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas e colocar Porto Mosquito na rota de desenvolvimento”, constatou Carlos Tavares, que considerou que a câmara, liderada por Manuel de Pina, já deu tudo que tinha para dar, sendo que passados 12 anos de governação a situação é pior.

Segundo a mesma fonte, sendo Porto Mosquito uma localidade que vive essencialmente da pesca e criação de gado, Tavares afirmou que não existem políticas afirmativas para tirar o maior proveito do potencial existente nessa localidade, que tem sido afectada também pela falta de emprego.

“A questão de desemprego constitui um problema gritante, sendo que muitas famílias não têm rendimento para pagarem as suas despesas com os familiares, com habitação, saúde e educação, tendo muitos optado por tirar os seus filhos da escola”, reconheceu o presidente do CPRSS, que disse que a localidade requer também melhorias a nível de saneamento e urbanização.

No seu entender, é necessário mudar o sistema de governação local, o sistema político que está ancorado nesta câmara municipal e dar oportunidades a uma outra força política.

“O PAICV está aqui para auscultar a população, mas também para se posicionar enquanto alternativa de governação local a partir de 2020, com nova agenda de desenvolvimento, porque entendemos ser justo que Porto Mosquito entre na agenda de investimento e desenvolvimento a nível local como central”, realçou.

Por outro lado, disse que, para além de ser uma autarquia com pouca dinâmica de desenvolvimento e de investimento local, a câmara municipal de Ribeira Grande de Santiago tem tido uma atitude discriminatória para com a população, sendo que das poucas oportunidades são apenas para os militantes do MpD, refere Carlos Tavares citado pela Inforpress.

Fonte: Asemana