Parlamento: PAICV reclama projectos de desenvolvimento em Santiago Norte como acontece na ilha do Maio

Cidade da Praia, 25 Fev (Inforpress) – O grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) reclamou hoje do Governo a implementação de projectos de desenvolvimento na região de Santiago Norte, como tem acontecido com a ilha do Maio.

A exigência foi feita pelo líder da bancada, João Baptista Pereira, na sequência da declaração política da deputada do Movimento para a Democracia (MpD – no poder), Antonita Vieira, que afirmou que constrangimentos de desenvolvimento da ilha estão em vias de resolução, com o conjunto de projectos em carteira e em execução para o Maio.

“Quando vejo esses projectos na ilha tão perto de Santiago, felicito, na esperança de que nesta caminhada, projectos podem também chegar a Santiago Norte, para que Maio e todas as ilhas de Cabo Verde possam desenvolver harmoniosamente. Santiago Norte também é Cabo Verde, mas é uma das regiões do país mais esquecida por este Governo e uma região que tem potencialidades que todos conhecem”, afirmou, defendendo que se deve ter uma “visão holística” do país.

Segundo João Baptista Pereira, essa região tem seis municípios, mais de 120 mil habitantes, “infelizmente, grande maioria em situação de grande pobreza ou de extrema pobreza”, tendo desafiado o Governo a implementar, brevemente, uma zona económica especial agrícola e industrial em Santiago Norte, visando potencializar e valorizar tudo o que a região tem e acabar com “desequilíbrio estrutural” no País.

Já o deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição), António Monteiro, disse não se compreender como que uma ilha como o Maio, com o potencial que tem, há 47 anos continua com “o mesmo rumo e a mesma velocidade”, enaltecendo a atitude do executivo para com a ilha, já que se se concretizar, é “um excelente passo” que os maienses e os cabo-verdianos devam reconhecer.

“Não podemos ficar só pelos anúncios, porque a zona económica especial para a ilha do Maio, que já se fala, mas cujo diploma ainda não foi aprovado, deverá o Governo ou a própria Assembleia Nacional acelerar o processo para termos, na realidade, este diploma que ajude a ilha a potencializar toda a sua capacidade económica”, frisou.

DR/CP

Fonte: Inforpress