Parlamento: PAICV classifica de “difícil” a situação da população do meio rural

O líder do grupo parlamentar do PAICV, Rui Semedo, afirmou hoje (17/02) que a situação da população no meio rural “é difícil”, salientando que perante os três anos consecutivos da seca era preciso uma intervenção “muito mais substancial”.

Parlamento: PAICV classifica de “difícil” a situação da população do meio rural
A afirmação do representante do principal partido da oposição foi feita em conferência de imprensa de balanço das jornadas preparatórias para a segunda sessão parlamentar de Março que arranca esta quarta-feira e que terá na agenda o debate com o primeiro-ministro sobre as políticas públicas para o meio rural, tema proposto pelo PAICV.

Conforme Rui Semedo disse à Inforpress, esta é uma oportunidade de confrontar o Governo com as políticas que vem desenvolvendo ou que se pretende desenvolver para criar as melhores condições de desenvolvimento do mundo rural, particularmente nesses três anos consecutivos de mau ano agrícola, que na sua perspectiva obriga a população do meio rural a “esforços e sacrifícios maiores”.

“Só há dias é que o Governo anunciou o montante de 300 mil contos para fazer face ao mau ano agrícola. Nós achamos que isso para além de tardio é insuficiente, e a situação por que passa a população local é difícil”, disse.

Falando de medidas concretas para auxiliar e socorrer as pessoas durante o período de seca, Rui Semedo adiantou que tem havido por parte do Governo uma redução dos montantes dos planos de mitigação a cada ano, quando a situação “vem piorando” de ano para ano.

“No primeiro ano, o Governo disse que investiu mais de um milhão de contos, no segundo ano disse que investiria mais de 500 mil contos e no terceiro ano 300 mil contos. Se no primeiro ano a situação já era difícil, no segundo ano ficou mais difícil e no terceiro ano mais difícil ainda. Se verificarmos esse gráfico está baixar com investimentos para socorrer as pessoas”, analisou.

Na perspectiva de líder do grupo parlamentar do PAICV essa diminuição de verba é “sinal claro” de que as medidas “não estão a ser suficientes” para debelar os impactos da seca junto da população rural.

“A situação não é boa e precisa ser melhorada e precisa de uma intervenção mais substancial”, sustentou o politico citado pela Inforpres.

Fonte: Asemana