PAICV vai apresentar alternativas para Orçamento do Estado de 2019

O secretário-geral do PAICV assumiu na cidade da Praia, que a bancada parlamentar do seu partido vai apresentar, no próximo debate parlamentar, alternativas para o Orçamento do Estado 2019 (OE), como forma de melhorá-lo e responder às expectativas dos cabo-verdianos.

Julião Varela fez essas declarações à imprensa, à margem da conferência “O Orçamento do Estado para 2019: Que Compromissos?”, que aconteceu hoje, na Cidade da Praia.

De acordo com o dirigente tambarina, o OE não responde a um conjunto de questões, começando pelo crescimento económico, que neste momento é basicamente suportado pelos gastos do Estado e pelos impostos, na ordem dos 3,8 por cento.

“Portanto, é necessário que o orçamento inverta este perfil de crescimento, podendo ser como base no consumo das famílias, do consumo privado e no investimento, de modo que o Governo possa ter recursos e o país riqueza para ser distribuído às famílias e às empresas”, ressalvou.

Considerou que em relação ao rendimento das famílias, a bancada parlamentar do PIACV vai propor que o ajustamento salarial seja “extensivo” a todos os trabalhadores, tendo em conta que a reposição salarial é para compensar o poder de compra.

“O Governo limita-se a um ajustamento salarial que contempla apenas uma parte dos trabalhadores, no quadro comum da administração pública e todo o resto fica de fora. Logo, fica comprometido a questão do rendimento das famílias, que é um factor importante para alavancar o crescimento económico”, sustentou.

Por outro lado, o secretário-geral do PIACV defendeu haver necessidade, por parte do Executivo, em intervir na diminuição dos custos de factores de produção, nomeadamente os combustíveis, para mitigar o aumento dos preços, com influência directa na produção das empresas.

Para Julião Varela, o OE não responde aos compromissos que efectivamente o Governo fez com os cabo-verdianos, nomeadamente em matéria do rendimento, da alavancagem do sector privado e, sobretudo, no momento em que o país tem “graves problemas” a serem resolvidos.

Fonte: SantiagoMagazine