PAICV promove XVI Congresso com olhos postos na construção da visão estratégica do partido e no desenvolvimento do país

Cidade da Praia, 28 Jan (Inforpress) – O PAICV promove nos próximos dias 31 de Janeiro, 1 e 2 de Fevereiro, seu XVI Congresso sob o lema “Cabo Verde: A nossa escolha”, com olhos postos na construção da visão estratégica do partido e no desenvolvimento nacional.

O anúncio da realização do referido congresso foi feito pelo presidente da Comissão Organizadora do XVI Congresso, Manuel Inocêncio, em conferência de imprensa, na cidade da Praia, tendo o mesmo adiantado, que esta edição conta com a presença de cerca de 364 delegados do país e da diáspora.

Segundo o presidente da comissão organizadora, esse congresso acontece no momento particular, isto tendo em conta o ano eleitoral, com desafios enormes que Cabo Verde tem de enfrentar, realçando, por outro lado, que o evento serve para mais uma vez o PAICV partilhar a sua visão e o seu compromisso com Cabo Verde.

Durante três dias, prosseguiu, vários instrumentos do partido serão apreciados e será debatida a moção de estratégia e de Orientação Política Nacional sufragada nas eleições para a presidência do partido que tiveram lugar no passado dia 22 de Dezembro.

Será de igual modo, de acordo com este responsável, uma oportunidade para partilhar a visão do partido com foco na criação de mais oportunidades, a optimização da localização geoestratégica da economia, enquanto factores essenciais para a promoção do desenvolvimento do país.

“O congresso contará com a presença de várias delegações de partidos da sua família, nomeadamente o MPLA, MLSTP-PSD, Partido Socialista de Portugal, Partido Comunista Português e Partido Socialista Senegalês”, indicou, sublinhando que, o PAICV está engajado na defesa dos interesses dos cabo-verdianos e do país e a trabalhar para apresentar-se aos cabo-verdianos como uma verdadeira alternativa a esta governação nas próximas eleições.

Questionado se o referido congresso, será um momento para o partido debater a situação interna e a crise que se vive no seio do PAICV, Manuel Inocêncio disse que sim, negando, no entanto, que haja divisão no partido.

Aliás, reforçou, o PAICV não está fragmentado e está fortemente unido à volta da sua liderança e que há uma líder que foi eleita por uma esmagadora maioria dos membros do PAICV que participaram nas eleições.

Instado sobre a existência de uma oposição interna à liderança da actual presidente Janira Hopffer Almada, lembrou, que o PAICV teve um único candidato à liderança nas ultimas eleições internas e que os delegados eleitos são delegados que foram propostos com a moção de estratégia da sua líder.

“Dificilmente se pode falar de oposição no PAICV. O PAICV prevê no seu estatuto tendências que se expressam na preposição de ideias, apresentação de alternativas, não temos ideias, estamos a falar de pessoas, não é sobre política interna de um partido, estamos a falar de apresentação de propostas e contribuição para a construção de visão estratégica do partido.”, afirmou, referindo que o que existe no PAICV são algumas “vozes dissonantes”.

Abordado ainda pelos jornalistas se essas “vozes dissonantes” serão convidadas pela líder do PAICV para fazer parte da lista para o círculo eleitoral, Manuel Inocêncio adiantou que todos os membros do partido serão chamados, defendendo, no entanto, que isto exige uma congregação de esforços.

“As vozes dissonantes estão no PAICV, a líder não tem que as trazer, fazem parte do PAICV, estão no PAICV, são membros, estão a participar na vida do PAICV, alguns são deputados, pertencem a esta força politica e contribuem para o PAICV, mas neste momento não se pode falar de oposição”, declarou, reiterando, por outro lado, que as “vozes dissonantes” não foram capazes de apresentarem alternativa à actual liderança do PAICV.

Fonte: Inforpress