PAICV PREOCUPADO COM A SITUAÇÃO DA SAÚDE, O AUMENTO DO PREÇO DOS BENS DE PRIMEIRA NECESSIDADE E A PERDA DO PODER DE COMPRA DOS CABO-VERDIANOS

O Grupo Parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (GP-PAICV) encontra-se reunido em Jornadas de preparação da primeira Sessão de Novembro, que terá como pontos altos um debate com o Ministro da Saúde e uma Interpelação, ao Governo, sobre questões sociais.
No entanto, o PAICV, segundo a Deputada e Porta-voz das Jornadas, Carla Lima, não entende a razão do não agendamento da discussão do Orçamento do Estado para 2022 nesta primeira Sessão de Novembro pelos “sérios constrangimentos” que cria às Comissões Especializadas que terão, no máximo, uma semana para ouvir todos os membros do Governo. “Outro constrangimento é que, certamente, isto vai atrasar o envio da proposta de Orçamento para o Presidente da República, tendo em conta a promulgação“, apontou.
Relativamente à interpelação às políticas sociais do Governo a Eleita da Nação frisa o momento em que tal acontece, caracterizado o aumento generalizado dos bens de primeira necessidade, colocando as famílias cabo-verdianas numa “situação crítica” de empobrecimento, sem que o Governo apresente medidas de política para fazer face a esta situação.
Outra matéria que vai ser objecto de questionamento, ao Governo, por parte do PAICV, é da do cadastro social “fortemente instrumentalizado e utilizado para a compra de consciências”. “ Há uma falta de transparência muito grande em relação ao cadastro social e nesta interpelação nós vamos, novamente, pedir explicações ao Governo sobre matéria”, observou.
As questões da seca e a falta de água de água que têm fustigado, sobretudo, as comunidades rurais, também serão colocadas ao Governo.
No tocante à questão da saúde o PAICV pretende inteirar-se, junto do Ministro da Saúde, do funcionamento dos hospitais centrais que acabam por ser também essenciais a todo o sistema de saúde em Cabo Verde. “Temos, neste momento, utentes dos hospitais centrais que se queixam do atraso na marcação das análises, com mais de dois meses nos hospitais centrais, e há longas listas de espera para as cirurgias e consultas”, precisou.
Apesar de reconhecer o esforço despendido pelo Governo na luta contra a Covid-19, Lima defende uma actuação integrada para que nenhuma área fique de fora. “Também iremos questionar o Ministro sobre o arranque da construção do novo hospital da Praia e sobre a questão das evacuações, nomeadamente para Portugal”, finalizou.