PAICV pede ao Governo implementação de “políticas públicas concretas” para o meio rural

Cidade da Praia, 26 Mai (Inforpress) – O líder da bancada parlamentar do PAICV disse hoje que o seu partido vai pedir ao Governo a implementação de “políticas públicas concretas” para o meio rural, para fazer face às dificuldades por que passam as pessoas.

Rui Semedo fez esta declaração à imprensa após as jornadas de preparação do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) para a segunda sessão parlamentar de Maio, com debate com o primeiro-ministro sobre políticas públicas para o mundo rural.

Segundo apontou, o tema proposto é uma oportunidade para “discutir o País real”, ver como as populações vêm enfrentando com “tenacidade” os três anos consecutivos de seca, mas que ainda tiveram que enfrentar uma outra “situação difícil” que é a covid-19.

Disse que a falta de água tem levado ao campo “dificuldades extremas”, destacando a necessidade de uma “verdadeira política” para esse bem essencial, tanto para mobilização de consumo e de rega, como para higienização neste momento especial.

No seu entender, devem ser avaliadas ainda as políticas de emprego, agricultura, pesca e pecuária.

“Os programas de emergência que deveriam surgir desde o mês Outubro apenas tiveram primeiros sinais no mês de Março, e, depois com a crise da pandemia os programas foram paralisados”, atestou.

Para o PAICV, a política agrícola “é prioritária”, com vista a permitir que as pessoas tenham acesso ao rendimento e não precisem de estar dependentes, “como estão agora”, do Estado e da solidariedade das pessoas e das organizações.

Quanto ao debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, o líder do maior partido da oposição referiu ser a “questão central” desta sessão, afirmando, no entanto, que o debate “foi tirado quase a ferro”, pois o seu partido teve de utilizar um dos mecanismos do regimento para que acontecesse.

Conforme sua posição, há “uma resistência” do chefe de Governo em ir ao parlamento, para quem esta é uma estratégia do Executivo e da maioria Governo de “tentaram silenciar a oposição, condicionar a democracia”.

“Tentaram deixar o Governo sem a devida fiscalização e controlo a oposição”, reforçou.

Na sua leitura, o parlamento deveria ter um momento para debater o balanço de cada estado de emergência imposto pela lei, mas tal não aconteceu, pelo que o PAICV entende que o Governo deve apresentar um relatório substanciado para produzir um debate sobre o referido balanço.

A sessão parlamentar arranca quarta-feira, 27, com a presença do primeiro-ministro, e a agenda contempla outras iniciativas de lei a serem votadas e aprovadas.

HR/AA

Fonte: Inforpress