PAICV. Ilha do Maio discriminada na implementação do PRAA por causa da cor política

O coordenador político regional do PAICV na ilha do Maio, Agostinho Silva, afirmou esta terça-feira, 17 de março, existir discriminação na atribuição dos postos de trabalho no meio rural e reabilitação dos tectos, no quadro do PRAA, por causa da cor política.

Agostinho Silva começou por explicar, em declaração à Inforpress, que no decorrer da implementação do Programa de Reabilitação Ambiental e de Acessibilidade (PRAA), em que as pessoas trabalham de forma rotativa, medida que disse “congratular-se”, mas alertou estar a acontecer durante a sua execução “discriminação” das pessoas por porte da edilidade maiense, por causa da cor política.

Conforme explicou, nesta forma de colocar as pessoas no sistema rotativo, em que cada trabalhador tem direito a 10 dias de trabalho, as pessoas afectas ao MpD, mesmo não trabalhando nestes dias, os seus nomes continuam a constar na lista e mesmo sem trabalhar acabam por ter um salário no fim do referido período.

O coordenador político do PAICV na ilha do Maio afiançou ainda que, durante a sessão descentralizada, estiveram na localidade de Morrinho, onde depararam com a intervenção da edilidade em algumas casas, intervenção que considerou ser uma “boa” forma de ajudar as pessoas na colocação dos tectos das suas moradias. Porém, salientou que nalgumas casas forma retiradas o tecto para se colocar um novo, mas “ficaram apenas na demolição, porque vieram a constatar que as pessoas em causa são afectas ao PAICV, o que para nós isso é um motivo preocupante”, notou.

A mesma fonte fez saber que na localidade de Pedro Vaz, constataram que também está acontecer “discriminação”, visto que a edilidade, ao tomar conhecimento de que os beneficiários que constavam da lista são afectos ao PAICV, de imediato retiram os seus nomes da lista, medida que considerou “preocupante e perigosa”

Para aquele líder da oposição na ilha, esta atitude da edilidade demonstra que a Câmara está a “promover a pobreza aguda na ilha”, por esta razão exortou a autarquia a pôr um ponto final nestas “manobras desonestas” para o bem dos maienses.

Um outro aspecto que o coordenador político fez referência tem que ver com a falta de funcionalidade das delegações municipais, tanto na vila da Calheta como na localidade de Pedro Vaz, que no seu entender não estão a prestar nenhum serviço, contrariamente ao que foi prometido, que era levar serviço para junto das pessoas.

Lembrou ainda que os delegados foram nomeados e que estão a receber pelos cargo, mas que só de quando em vez que lá aparecem e não trabalham, visto que os serviços não foram descentralizados.

Enquanto isso, denunciou que as pessoas vêem-se obrigadas a deslocarem à cidade do Porto Inglês para tratarem dos seus assuntos relacionados com a autarquia.

Fonte: Inforpress