PAICV exige que Governo tome medidas para melhorar condições no hospital de Trindade

Cidade da Praia, 19 Mar (Inforpress) – Os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) exigiram hoje que o Governo tome as medidas necessárias para melhorar as condições do hospital de Trindade.

O assunto foi tema de uma declaração no Parlamento no período das questões gerais, abordada pela deputada Nilda Fernandes, que falou da instalação da incineradora do lixo hospitalares nas proximidades do hospital e da transferência de médicos psiquiátricos para hospital central da Praia.

O assunto foi retomado pela deputada Ana Paula Santos, que lembrou a questão já tinha sido levada para o Parlamento e conhecimento das autoridades, sem que as medidas necessidades fossem tomadas.

“O hospital de Trindade é um hospital de referência de saúde mental em Cabo Verde. Tendo em conta as condições precárias, entendemos que essa estrutura precisa ser transformada. Ouviu-se falar de um plano para saúde mental, mas ainda não se viu nada concreto para essa estrutura”, disse.

Pelo contrário, salientou que a situação esta piorar, pelo que pede que o Ministério da Saúde tome as medidas necessárias para acabar com as “atrocidades” que vem sendo registadas nesse estabelecimento hospitalar.

“Colocar uma incineradora nas proximidades do hospital, retirar os médicos e deixar os pacientes sem condições de tratamento… Então nós chamamos a atenção do Governo para resolver essa questão de forma definitiva”, disse.

Ainda no período de questões gerais, o PAICV, pela voz da deputada Paula Moeda, denunciou a situação de “miséria” que é vivida pelos moradores do vale de Palmarejo Grande, uma zona, segundo ela, sem ordenamento urbano, com muito desemprego e que precisa de tudo, neste momento.

“Tentam viver a base da criação dos animais e ainda esperam os currais que lhes foram prometidos. Há escassos dias morreram quatro vacas de um só criador. A água sem condições de uso doméstico, mas é consumido pelas pessoas”, disse.

Conforme acrescentou, a escola na localidade foi fechada e os alunos foram espalhados por várias escolas na Cidade da Praia, e sem transporte escolar os pais começam a retirar os seus filhos das escolas.

A deputada destacou, sobretudo, a questão da desigualdade, porquanto, alega, há pouco metros existe um outro Palmarejo Novo, com casas bem edificadas e onde as pessoas têm tudo.

“A desigualdade entre e os dois palmarejos são grandes. Há um Palmarejo antigo onde a população instalou há vários anos. Este é um Palmarejo sofrido e crítico e temos outro Palmarejo Grande recente onde há tudo e onde se assiste todos os dias os prédios a nascerem e a zona a desenvolver com infra-estruturas urbanas”, anotou.

Neste sentido, pediu ao Governo que olhe para a população do Palmarejo Grande no sentido de criar as condições básicas para a sobrevivência nessa zona ou então que lhes arranje outras alternativas.

Perante a situação descrita pelo PAICV, o deputado da MpD João Cabral disse que Palmarejo Grande foi escolhida para ser uma zona de criação de animais na Praia, e não para acolher grandes infra-estruturas.

Entretanto, a deputada Lúcia Passos também do MpD negou que a zona está abandonada, informando que Câmara Municipal da Praia tem um plano para a requalificação da zona e que vai ainda ser beneficiada no quadro da implementação do plano de mitigação da seca.

Fonte: Inforpress