PAICV considera “deprimente e vergonhosa” para os governantes locais e nacional a situação social na Cidade da Praia

Cidade da Praia, 20 Out. (Inforpress) – O PAICV em Santiago Sul classificou como “deprimente” e “vergonhosa” para os governantes locais e nacional a situação social da cidade da Praia, na sua generalidade, e apresenta o bairro da Calabaceira como o exemplo claro desta afirmação.

Esta posição foi defendida este domingo à Inforpress pelo presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul do PAICV, durante a 24ª reunião descentralizada no bairro da Calabaceira, onde o maior partido da oposição iniciou o dia com uma visita porta-aporta, com o intuito de sentir “o pulsar da comunidade sobre as suas preocupações, desafios e expectativas, bem como  sonhos para as suas localidades”.

Carlos Tavares disse que dos contactos estabelecidos junto da população deste bairro da capital, no encontro com esta Comissão Política Regional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), foi levantada uma série de preocupações no sentido das autoridades passarem a ter “actuações mais acertáveis na resolução dos seus problemas”.

Enumerou a problemática de desempregos, “com jovem parado e sem oportunidades de formação profissional”, abandono do centro social local, a necessidade de remodelação do Campo de Futebol, bem como das estradas e ruas, falta de apoio aos jovens e crianças, dificuldade no apoio no campo de assistência e saúde, sobretudo junto dos idosos e de grande pobreza.
“A situação social da Cidade da Praia é muito má”, afirmou Tavares, que questionou a actuação das três câmaras municipais da Região (Praia, São Domingos e Ribeira Grande de Santiago), à luz da competência e atribuições estipulados no Estatuto dos Municípios e dos Objectivo do Desenvolvimento Sustentável, ODS’2030, por considerar que as “autarquias têm estado muito aquém” das suas obrigações.
Acusou a Câmara Municipal da Praia de ser “fanforoso” a apostar em obras de fachadas, como calcetamentos de qualidade duvidosa, da falta de transparências na concessão de obras, realçando que a autarquia capitalina, assim como as restantes desta região política sequer têm cumprido 40 por cento das suas atribuições.
Por isto, entende Carlos Tavares que a forma como estas autarquias “abordam os problemas, de forma parcial e da visão curta”, tem contribuído para o falhanço que, atestou, tem vindo a retardar os problemas estruturais do município.
A este propósito, apontou inexistência de  políticas como o combate à pobreza, a robustez, a coesão social e  qualidade ambiental com corte de árvores, venda de praças e danificação de orlas marítimas, assim como a falta de competitividade económica e de apoio à habitação como grande entreves ao desenvolvimento.
O responsável partidário revelou que a autarquia não tem conseguido dar respostas para à população, “enquanto lotes de terrenos ficam reservados às pessoas próximas do MpD”.
Fonte: Inforpress