PAICV congratula-se com crescimento económico mas questiona porque é que as famílias “não estão a viver melhor”

Cidade da Praia, 22 Jan (Inforpress) – O PAICV (oposição) congratulou-se hoje com o crescimento económico de Cabo Verde de cinco vezes mais, mas questionou o Governo porque é que as famílias cabo-verdianas não têm tido mais rendimento e não estão a viver melhor.

A contestação foi feita pela deputada e presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, Janira Hopffer Almada, durante a sua intervenção no debate mensal com o primeiro-ministro onde esteve sobre a mesa políticas de rendimento.

“O que não conseguimos compreender é por que razão o país está a crescer cinco vezes mais e o Governo não está a conseguir garantir uma habitação condigna às famílias vulneráveis que precisam de uma casa para viver com mais dignidade, nem tão pouco avança com um programa de disponibilização de lotes de terreno para construção de habitação a jovens quadros e a famílias carenciadas”, afirmou.

Segundo a líder do PAICV, com o terceiro ano consecutivo de mau ano agrícola, os camponeses continuam abandonados, os pescadores não conseguem aumentar a captura, o mundo rural continua sem investimentos e mães chefes de família não estão a conseguir garantir três refeições por dia aos filhos.

Janira Hopffer Almada perguntou ainda ao primeiro-ministro porque é que o seu Governo não consegue garantir um emprego digno aos jovens, a economia não está a gerar esse emprego digno, tendo os jovens se contentar com um estágio profissional, sem nenhuma garantia de contratação.

“Ajude-nos a explicar a um beneficiário do INPS que as contribuições que ele paga servem para co-financiar obras de câmaras municipais, mas que as suas prestações na saúde têm de ser reduzidas para se poder garantir a sustentabilidade do sistema”, desafiou.

Para a líder do PAICV, Ulisses Correia e Silva tem o dever moral de explicar aos cabo-verdianos, quais são as prioridades do seu Governo, sendo que houve redução no orçamento da saúde, os hospitais continuam sem equipamentos com milhares de cabo-verdianos sem acesso a saúde, diagnóstico e tratamento.

No seu entender, os cabo-verdianos não estão a beneficiar da riqueza proveniente do crescimento económico.

Por outro lado, Janira Hopffer Almada lembrou que durante a governação do PAICV, tomaram medidas de redução da carga fiscal, de forma “consistente e sistemática”, criaram incentivos às empresas que empregaram jovens ou desempregados e investiram na formação dos jovens e incentivos à concessão de bolsas de estudo de mérito e à contratação de pessoas com deficiência.

Acrescentou que de 2002 a 2015 a pensão social mínima aumentou de 1.300 escudos para 5.000 escudos, o sistema não contributivo de protecção social foi alargado e consolidado para 22 mil beneficiários, e promoveu a universalização do sistema de previdência social (com integração de mais de 17.500 funcionários).

Fonte: Inforpress