Oposição : Rui Semedo alerta por coisas que não vão bem e que devem ser corrigidas

«Temos que reconhecer que não obstante os ganhos há coisas que não vão bem e que precisam urgentemente de ser corrigidas». Este alerta foi feito, hoje,13, pelo líder parlamentar do PAICV, Rui Semedo, durante a sessão solene especial alusiva ao 13 de Janeiro -Dia da Liberdade e da Democracia. Além de falhas nos mecanismos de transparência e prestações de contas, o parlamentar tambarina aponta um conjunto de questões que preocupam os cabo-verdianos como os dossiês da privatização e as responsabilidades do Estado em garantir bens essenciais como os transportes, a segurança e o acesso das pessoas ao rendimento e a melhores condições de vida.

Oposição : Rui Semedo alerta por coisas que não vão bem e que devem ser corrigidas
Fundamentando o seu raciocínio, Rui Semedo salienta os vários erros do sistema vigente com o atual Governo do MpD que precisam de ser corrigidos o mais rápido possível, com destaque para falhas nos mecanismos de transparência e prestação de contas públicas. «Estamos a falar de falhas nos mecanismos de transparência e prestação de contas, estamos a falar do respeito pelos direitos da oposição democrática, estamos a falar do controle e da fiscalização do executivo. Estamos a falar do respeito pelas conquistas da liberdade de imprensa, estamos a falar da realização dos negócios públicos, estamos a falar da disponibilização de informações para os cabo-verdianos e para o Parlamento – enquanto instituição plural e centro vital do sistema democrático, estamos a falar da forma de lidar com a expressão da diferença, estamos a falar da forma de encarar as reivindicações da população que exerce os seus direitos constitucionais sobre as mais diversas formas, enfim estamos a falar de um exercício livre da liberdade de expressar e de exercer a cidadania», enumera.

Para o parlamentar tambarina, essas falhas são bastante elementares e primárias para um país, como Cabo Verde, que fez já um percurso e aspira estar nos lugares cimeiros quando se fala em índice da democracia. « A este propósito, medidas devem ser tomadas para que o país não volte a perder pontos e posições nas avaliações internacionais como aconteceu recentemente», alerta.

Segundo defende Rui Semedo, essas falhas são facilmente ultrapassáveis, desde que haja vontade política, um compromisso firme e um propósito consequente de melhorar, de forma permanente e sustentada, as conquistas democráticas.

O político menciona, por outro lado, questões levantadas pelo seu partido e que têm inquietado a população, como os dossiês da privatização de empresas – TACV é uma delas – e bens essências para a população – transporte, segurança e rendimento para as famílias mais carentes. «O PAICV, enquanto maior partido da oposição, com grandes responsabilidades na governação do país, exercendo o seu direito de oposição democrática, tem trazido para a esfera pública um conjunto de questões que preocupam os cabo-verdianos que tem que ver com os dossiês da privatização e com a responsabilidades do Estado em garantir bens essenciais como os transportes, a segurança e o acesso das pessoas ao rendimento e a melhores condições de vida».
Diante de tudo isto, Semedo avisa que o PAICV vai continuar a fazer tudo para que o Governo assuma as suas responsabilidades e realize os compromissos que assumiu com os cabo-verdianos durante a campanha eleitoral e não só.

Referindo-se ao 13 de Janeiro em si, destacou o seu significado, enalteceu os principais protagonistas no processo de mudança que culminou com as primeiras eleições multipartidárias na data referida, designadamente o ex-PM Pedro Pires, o PAICV e o MPD, bem como os ex-presidentes da República Aristides Pereira e António Mascarenhas Monteiro.

«A terminar, diria que faz sempre sentido celebrar 13 de janeiro se o fizermos na sua plenitude, pelos ganhos e conquistas, pelo percurso que fizemos, pelas insuficiências ultrapassadas, pelos desafios enfrentados e pelas respostas que devem ser encontradas para o permanente aperfeiçoamento da nossa democracia», conclui Rui Semedo.

Fonte: Asemana