O PAICV E OS CABO-VERDIANOS ESTÃO INQUIETOS COM O SEPULCRAL SILÊNCIO DO GOVERNO EM TORNO DA PROBLEMÁTICA DOS TRANSPORTES E, DE MODO MUITO PARTICULAR A SITUAÇÃO DA CABO VERDE ISLANDS.

O MPD prometeu durante as campanhas Eleitorais, construir um Sistema de Transportes integrado, competitivo e seguro, com relevante contribuição para a riqueza nacional, a balança de pagamentos, emprego e mobilidade nacional e internacional.

E apresentou aos Cabo-verdianos os seguintes compromissos:
Ligar de forma eficiente e regular as Ilhas entre si e ao mundo, promover e construir um sistema aeroportuário moderno e implementar um hub logístico do atlântico e um terminal de transshipment de contentores
Comprometeu, igualmente, avançar imediatamente para a reestruturação e privatização dos TACV, pois considerou ser uma negligência manter no sector publico a nossa companhia de bandeira;

Por ocasião da assinatura do contrato de gestão com a Icelandair o VPM Olavo Correia anunciou, nos estúdios da TCV que até Dezembro de 2017 estariam a chegar 11 aviões e que, de resultados negativos a TACV passaria a ter resultados positivos superiores a 2,5 milhões de contos nesse mesmo ano;
Os Cabo-vedianos ouviram e acreditaram, votando no MpD.
Estando no fim do mandato, que balanço se pode fazer:

Entrega da companhia aérea TACV à Icelandair por ajuste directo, tendo pago a mesma mais de um milhão contos, supostamente para reestruturar a empresa;

A retirada dos voos internacionais da Praia, Mindelo e Boa Vista, provocando o aumento do preço dos bilhetes de passagem, com graves prejuizos para os caboverdeanos particularmente as empresas;

Entrega do mercado doméstico em monopólio de facto sem contrato e apenas com um memorando de entendimento cujas folhas o vento deve ter levado não tendo os caboverdeanos nenhuma informação sobre os 30% do capital social na empresa que deveria pertencer aos caboverdeanos em compensação pela entrega da rota domestica;

Grandes prrejuizos para os trabalhadores com despedimentos de Famílias, falta de informação e atrasos sistemáticos no pagamento de salários além da incerteza quanto ao futuro da companhia e dos postos de trabalho;
Concessão de avales e garantias em avultados montantes – mais três milhões de contos – que agora representam para o errário publico o drástico aumento da divida publica em tornos dos 150% do PIB. Dar avales a uma empresa com zero aviões e sem nenhum pratrimonio é a todos os titulos uma grande irresponsabilidade;

Ou seja, tudo falhou em relação à Política dos Transportes
O tão falado Hub-áereo apenas serviu para transportar cidadãos de outros paises em rotas internacionais, nomeadamente, entre Europa e Brasil a metade do preço praticado pela TAP na mesma rota. Este erro levou a companhia a acumular prejuízos superiores a 3 milhões de contos e o Governo foi obrigado a autorizar o tesouro a pagar as contas correntes da empresa à custa dos impostos dos Caboverdeanos.

A aventura africana dos CVA, promovida pelo Governo do MPD custou ao país mais de 2 milhões de contos de prejuízo.

A aventura sul-americana custou mais de 3 milhões de contos
Porquê usar os impostos dos cidadãos caboverdeanos para pagar “ decisões do mercado” que geram passivos tão elevados que não nos servem, e não usar os mesmos impostos para financiar medidas político-administrativas que servem a economia nacional e aos cidadãos?

Dos 11 aviões prometidos para 2017, agora em 2020 temos Zero aviões.
Os Caboverdeanos exigem e querem ter as seguintes respostas:
1- Quais as razões impedem a TACV/Cabo Verde Airlines de retomar os voos mesmo depois de o governo ter anunciado a abertura do corredor aereo com a Europa?

2- O que se passa com os três aviões retidos em Miami Estados Unidos?

3- Até quando pretende o Governo manter o secretismo em torno deste processo Cabo Verde airlines e, que garantia dá aos trabalhadores do pagamento regular dos salários;

4- Como está o processo de regularizaçao das dividas à IATA e a recuperação do certificado para a realização de voos comerciais?

Para o PAICV a ligação entre as ilhas e das ilhas com o mundo é matéria política de primeira prioridade! Já na década de 80, quando questionado pela comunidade internacional sobre os voos da South Africa Airwais disse, claramente aos parceiros que estava com a comunidade internacional na luta contra o Apartheid, mas que os voos da SAA para o Sal eram essenciais para a economia do país. Foi uma decisão estratégica, política e administrativa, visionárias.

Por isso, defende que é obrigação de serviço público: ligar os principais aeroportos/cidades Caboverdeanas com as principais capitais europeias e do mundo, ligar com os países e cidades de maior concentração da emigração caboverdeana sobretudo com os países da CPLP;

O PAICV e os Cabo-verdianos clamam pela quebra de Silencio do Sr. Primeiro Ministro e do seu Governo e comunicar ao Pais qual é a real situação da nossa transportadora a Cabo Verde Airlines.

JULIÃO CORREIA VARELA
SECRETÁRIO-GERAL