O fracasso e as verdades

Onde foram investidas todas as ajudas recebidas mesmo antes da pandemia e durante esta, mais ajudas recebemos, para onde foram? Porquê tanta antecipação em dar respostas erradas a casos em que deixam dúvidas? Ainda não esquecemos da empregada doméstica encontrada no monte babosa, dos agentes da polícia Nacional, um encontrado morto em situações suspeitas e outro assassinado pelo próprio colega, do subchefe reformado assassinado, do taxista encontrado morto “pendurado”, do ataque aos ex-autarcas, onde, nesse último tentam abafar o caso afirmando ser suicídio. Até a Câmara Municipal de Santa Catarina duvida desta “possível” conclusão das autoridades). Sem esquecer dos emigrantes que desapareceram e depois de dias foram encontrados mortos, do massacre em Monte Tchota em que o caso ficou em segredo total, nomeação de pessoas a cargos diplomáticos com passado suspeito, ligação com partidos que prezam pelo fascismo/racismo, o que mais vem por aí? O que esperar mais desse governo, o que têm para apresentar nessa nova candidatura? Os Cabo-Verdianos perguntam a esse governo, o que foi cumprido? Onde estão os 45mil postos de emprego para os jovens? Os 11 Boeing para a TACV (que foi doada por um preço simbólico, ou senão de rifa)? Os 5 navios novos para passageiros e cargas? O aeroporto internacional em Santo Antão? Empregar 2 pessoas em cada família Cabo-verdiana? 1 pavilhão desportivo e 1 campo relvado em cada concelho? O último prometido na Achada Santo António ficou apenas no papel, a vista do nosso Ex Ministro Luís Filipe. Para onde foi o terminal de cruzeiros para São Vicente? A que passos anda? A atualização anual do salário mínimo e das pensões?

A nossa sociedade vive, hoje, um momento preocupante. Podemos afirmar que não seria por causa, somente, da pandemia que nos assola. Mas também por um governo que no início encheu muitas pessoas de esperança, mas depois veio a triste decepção. Um governo que não consegue resolver nem o mais simples dos problemas. Um governo liderado por um partido corrupto e amaldiçoado. Desde o início dessa governação, muitas tragédias aconteceram. Um ano depois da aclamada “Liberdade e Democracia” nasci. Estudei, ouvi diversas pessoas, cada um com sua ideia, mas sempre tive a autonomia suficiente para decidir o que devo acompanhar, que ideias devo seguir. Aconteceu, pois, que ao ouvir “isso” e “aquilo” nunca acreditei pois na minha consciência sempre acreditei em apurar antes de acreditar (só acredito vendo). A máfia política instalada no nosso pequeno país, o enriquecimento de pessoas através do dinheiro público está constantemente levando a ilusão alguns outros jovens, cegando assim as principais finalidades dessa ciência. A ação social, o trabalho com crianças, o desenvolvimento do país tornou-se numa luta de pessoas incapazes de proporcionar o bem-estar social, mas sim o bem-estar familiar (tachos).

Cabo verde possui uma população de pouco mais de 500 mil habitantes. Um país parco de recursos sim, mas as diversas ajudas recebidas levariam a melhoria de vida de diversas famílias que vivem na extrema pobreza. Nossos políticos ostentam uma vida de luxo, regada de bebidas caras, carros de luxo, crianças com regalias extremas, jantares com valores exorbitantes, viagens e outros desperdícios do erário público (já era de se esperar, com um orçamento de 600 mil contos destinados a viagens e paródias). Enquanto isso, vangloriam em atribuir um salário mínimo de 13 mil escudos, uma pensão social miserável, inaugurações de meio obras com elevados valores.

Senhores, porquê que ainda não se tem resposta ao desaparecimento de tantas pessoas principalmente de crianças? Onde foram investidas todas as ajudas recebidas mesmo antes da pandemia e durante esta, mais ajudas recebemos, para onde foram? Porquê tanta antecipação em dar respostas erradas a casos em que deixam dúvidas? Ainda não esquecemos da empregada doméstica encontrada no monte babosa, dos agentes da polícia Nacional, um encontrado morto em situações suspeitas e outro assassinado pelo próprio colega, do subchefe reformado assassinado, do taxista encontrado morto “pendurado”, do ataque aos ex-autarcas, onde, nesse último tentam abafar o caso afirmando ser suicídio. Até a Câmara Municipal de Santa Catarina duvida desta “possível” conclusão das autoridades). Sem esquecer dos emigrantes que desapareceram e depois de dias foram encontrados mortos, do massacre em Monte Tchota em que o caso ficou em segredo total, nomeação de pessoas a cargos diplomáticos com passado suspeito, ligação com partidos que prezam pelo fascismo/racismo, o que mais vem por aí? O que esperar mais desse governo, o que têm para apresentar nessa nova candidatura? Os Cabo-Verdianos perguntam a esse governo, o que foi cumprido? Onde estão os 45mil postos de emprego para os jovens? Os 11 Boeing para a TACV (que foi doada por um preço simbólico, ou senão de rifa)? Os 5 navios novos para passageiros e cargas? O aeroporto internacional em Santo Antão? Empregar 2 pessoas em cada família Cabo-verdiana? 1 pavilhão desportivo e 1 campo relvado em cada concelho? O último prometido na Achada Santo António ficou apenas no papel, a vista do nosso Ex Ministro Luís Filipe. Para onde foi o terminal de cruzeiros para São Vicente? A que passos anda? A atualização anual do salário mínimo e das pensões?

O que vale para estes, é fazer com que o próprio povo fique mais pobre e mais dependente do Estado para assim conseguirem dominar sempre que possível. Queremos novas propostas, queremos novas promessas, confiaremos sim, mas em propostas na qual estaremos atentos ao seu cumprimento para assim poder julgar nas eleições. Desafios não concluídos, foram 4 anos sim, mas nem em 15 anos não conseguirão fazer pois já provaram do que são capazes. Ontem passei pela grande obra (estádio Cocu), abandonada pelo nosso ex autarca e Primeiro Ministro. O abandono do barco nesses últimos meses de mandato, o desespero em cortar fitas antes de concluir obras, o aparecimento das alianças feitas com a extrema direita Portuguesa, a nomeação de deputados e ex autarcas para altos cargos na máquina do Estado (também foi uma das promessas a despartidarização da função pública), a incapacidade de dar respostas mesmo antes da pandemia está levando ao descrédito total.

“O líder é o sustentáculo do grupo: se for forte em todos os aspectos, o grupo será forte; se está defeituoso, o grupo será fraco.”

Sun Tzu

Nosso povo apenas ficou com promessas dos “sem djobi pa lado”.

Que Abril chegue logo… “nos Cabo Verdi di sperança, nos sperança ka ta morri”.

Fonte: SantiagoMagazine