Mindelenses preparam nova manifestação para exigir retoma dos voos da TACV

A marcha de indignação está a ser preparada pelo movimento Sokols 2017 e deverá acontecer no dia 16 de Dezembro, de manhã. A organização escolheu essa data por calhar num Domingo, dia de voos internacionais, e cair na véspera do falecimento da cantora Cesária Évora, com toda a sua carga simbólica.

Mindelenses preparam nova manifestação para exigir retoma dos voos da TACV
Os mindelenses pretendem voltar a sair às ruas em protesto naquela que poderá ser a terceira manifestação de desagrado na ilha de S. Vicente em apenas um ano. Desta vez, o motivo é a falta de voos da Cabo Verde Airlines para o aeroporto Cesária Évora, situação que tem estado a provocar danos avultados à economia local de forma abrangente, além de encarecer as deslocações para o estrangeiro via TAP.

A marcha de indignação está a ser preparada pelo movimento Sokols 2017 e deverá acontecer no dia 16 de Dezembro, de manhã. A organização escolheu essa data por calhar num Domingo, dia de voos internacionais, e cair na véspera do falecimento da cantora Cesária Évora, com toda a sua carga simbólica.

Segundo Salvador Mascarenhas, presidente do Sokols, a ideia é mobilizar automobilistas para garantir a deslocação em massa das pessoas ao aeroporto do Mindelo, com partida da Praça Estrela às 10 horas da manhã. “Apelamos a todos os taxistas e empresas de transportes que se sentem lesados com a ausência de voos da TACV para S. Vicente a aderirem à luta transportando os manifestantes nesse dia. A nossa indignação deve ser apoiada e participada por todos os que sentem na pele essa descriminação”, salienta Mascarenhas, para quem essa iniciativa deve merecer o apoio das agências de viagem e turismo, dos taxistas, das empresas Transcor e Amizade, dos hotéis e residenciais e dos próprios utentes que andam a pagar valores exorbitantes para viajarem na TAP, pelo simples facto de essa companhia aérea portuguesa ser a única que mantém ligações semanais com S. Vicente.

“Esta acção é um grito de desespero, mas não esperamos que haja uma pressão do Governo na CV Airlines porque o Primeiro-ministro deixou claro que o Executivo não interfere na gestão da companhia. Como ele disse, a empresa faz a sua gestão conforme os mercados e interesses financeiros. Todos sabemos que isso é treta, por isso aproveitamos para perguntar ao PM o que leva a TAP a fazer seis voos semanais para S. Vicente se aparentemente o mercado não dá rendimentos?!”, diz Salvador Mascarenhas, lembrando que há neste momento 140 mil cabo-verdianos residentes nas ilhas de S. Vicente, Santo Antão e S. Nicolau a pagar uma factura injusta por causa da situação dos transportes aéreos.

A proposta da marcha foi debatida num encontro realizado ontem no Centro Cultural do Mindelo entre o Sokols, taxistas, empresas de aluguer de carros e cidadãos comuns, que se mostraram dispostas a ir à luta. “Pode até ser que não haja um expressivo envolvimento popular, até porque se trata de uma deslocação ao aeroporto, o que exige a mobilização de transporte devido a distância. Mas há pessoas que querem fazer o trajecto a pé para mostrar o tamanho da sua indignação”, refere Mascarenhas. Acrescenta esta fonte que ficou agendada para terça-feira uma segunda reunião para se afinar a estratégia dessa marcha, que visa obrigar a CV Airlines a voltar a voar para a ilha do Monte Cara.

Fonte: Anaçao