Mais um suposto caso de corrupção: Detida Directora da Comissão Organizadora dos Jogos Africanos de Praia por suspeita de desvio de mais 03 mil contos

A Polícia Judiciária de Cabo Verde acaba de deter a Diretora Financeira da Comissão Organizadora dos Jogos Africanos de Praia por suspeita de crimes de Peculato e Infidelidade Administrativa de mais de três mil contos desviados. Trata-se de mais um suposto caso de corrupção registado ao nível da máquina administrativa do Estado.

Mais um suposto caso de corrupção: Detida Directora da Comissão Organizadora dos Jogos Africanos de Praia por suspeita de desvio de mais 03 mil contos
Em comunicado, a PJ confirma que, através da Secção Central de Investigação de Crimes Económicos e Financeiros (SCICEF), deteve, esta quarta-feira, 03, fora de flagrante delito, a Directora Financeira da Comissão Organizadora dos Jogos Africanos de Praia (COJAP) por suspeita de crimes de Peculato e Infidelidade Administrativa no valor superior a três mil contos. Tudo em cumprimento de um mandado do Ministério Público (MP) de Cabo Verde.

Segundo a mesma entidade, a arguida foi contratada para a função referida em dezembro de 2018, tendo os Jogos Africanos de Praia sido realizados recentemente na Ilha do Sal, com a participação de vários países, entre os quais Cabo Verde.

A Directora Financeira da COJAP será presente, no prazo legal, ao Tribunal da Comarca da Praia, para efeito do primeiro interrogatório de arguida detida e aplicação de medida de coação pessoal.

Segundo a Inforpress, o Embaixador da China em Cabo Verde, Du Xiaocong, terá apoiado, com a entrega, no dia 14 de Dezembro de 2018, de um cheque de 3.500 contos ao Governo, para ajudar Cabo Verde na Organização dos I Jogos Africanos de Praia, em 2019.

É de salientar que Peculato é, segundo precisam juristas, um crime que consiste na subtração ou desvio, mediante abuso de confiança, de dinheiro público ou de coisa móvel apreciável, para proveito próprio ou alheio, por funcionário público que os administra ou guarda. É um dos tipos penais próprios de funcionários públicos contra a administração em geral.

Fonte: Asemana