Líder do SIACSA: Bombeiros da Praia continuam em greve porque autarquia “não respeita acordo assinado” há três meses

Os bombeiros da Praia continuam em greve esta terça-feira. O líder da SICASA, Gilberto Lima, anuncia que a paralisação dos serviços, iniciada nesta segunda-feira,08, tem a duração de dois dias, porque a Câmara Municipal “não está a cumprir um acordo assinado há três meses” sobre promoções, progressões e subsídio de risco.

Líder do SIACSA: Bombeiros da Praia continuam em greve porque autarquia “não respeita acordo assinado” há três meses
Em declarações à Inforpress, o presidente do Sindicato de Indústria Geral, Agricultura, Construção Civil e Afins acusou os responsáveis da Câmara Municipal da Praia de “não dialogarem com os sindicatos”, quando foram confrontados com o não cumprimento do acordado em sede da Direcção-geral do Trabalho (DGT).

“No quadro do pré-aviso da greve, fomos convocados pela DGT e a Câmara não compareceu”, lamentou Gilberto Lima, lembrando que, à luz do Código Laboral em vigor no país, a presença das partes “é obrigatória”.

Segundo a mesma fonte, a falta de comparência da Câmara Municipal da Praia no encontro convocado pela DGT, segundo aquele responsável sindical, criou um “mal-estar no seio da classe dos bombeiros”, pelo que não restava outra solução, senão partir para a greve.

Explicou ainda que por causa da não comparência dos responsáveis da autarquia na referida reunião, os serviços mínimos não foram discutidos e, mesmo assim, disse, o sindicato, “por iniciativa própria”, contactou o comandante dos bombeiros, Celestino Afonso, e o responsável dos recursos humanos, e foi analisada a possibilidade de se disponibilizar 13 homens para cobrir as “necessidades impreteríveis” durante o período da greve.

“Neste momento, acabo de receber uma chamada do comandante a dizer que os 13 homens não lhe chegam, porque não tem condutores, entre outras coisas”, afirmou, para depois lembrar que a importância da greve é “para ter o impacto e sem isto não existe em parte alguma”.

Relativamente à possibilidade de a Câmara, via Governo, recorrer à requisição civil, adiantou que, caso isto venha a acontecer, os bombeiros vão acatar, mas que a edilidade ficará cada vez “mais enfraquecida”, porque a não comparência na reunião convocada pela DGT podia significar que não haveria os serviços mínimos.

Instado se houver um incêndio nestas situações, o líder da SIACSA disse que o sindicato e os bombeiros analisarão friamente a situação.

“Deus queira que não aconteça nada, mas se acontecer, paciência”, suplicou o sindicalista, rematando que os bombeiros são uma classe “muito especial” e, por isso, deviam ter um “tratamento diferenciado” em relação aos demais trabalhadores.

A Inforpress esteve na sede Câmara da Praia para ouvir a versão da edilidade, mas foi informada que o presidente se encontra fora da ilha.

Na ocasião, o vereador que superintende a área dos bombeiros também estava ausente. Tentamos contactar o comandante dos bombeiros da Praia, Celestino Afonso, e este, por razões que se desconhece, não atendeu o telemóvel. A greve prossegue esta terça-feira, na Praia.

Fonte: Asemana