JPAI-Praia condena método de electrocussão utilizado pela câmara no abate aos cães

Cidade da Praia, 20 Jun (Inforpress) – A JPAI-Praia condenou hoje o método de electrocussão utilizado pela Câmara Municipal da Praia, no abate aos cães vadios, apelando a utilização de recursos e meios menos agressivos.

Esta posição foi manifestada à imprensa, pelo presidente da JPAI-Praia, Admar Varela, explicando que o aumento da população de cães vadios é um “problema complexo” que requer medidas assertivas para a sua resolução, no entanto, estas devem engajar todos os munícipes e as organizações públicas e privadas sediadas na cidade.

Assim, avançou, é condenável a “forma de actuar e a falta de sensibilidade” por parte de alguns funcionários da câmara registadas na recolha de cães.

Ajuntou que a legislação cabo-verdiana não prevê o abate de animais da “forma reiterada e vil” como “tem sido prática constante” por parte da autarquia, “violando” assim padrões internacionais e recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal.

“É de realçar que o abate deve ser realizado com recursos e meios menos agressivos, técnicas que causem menor dor e sofrimento”, sustentou Admar Varela.

O dirigente da Juventude do PAICV – Praia disse ainda que a autarquia não tem estado a cumprir o acordo de parceira para gestão ética da população canina, feita com organizações da sociedade civil, mormente quanto ao seu comprometimento na campanha de desparasitação de cães vadios devidamente sinalizados.

Contudo, a JPAI-Praia quer juntar a sua voz à dos munícipes apelando as boas práticas internacionais em matéria de saúde animal e intervenção do edil Óscar Santos, no sentido de suspender tais práticas da “forma desumana” e em “desrespeito claro” das leis nacionais e padrões internacionais.

Fonte: Inforpress