JANIRA HOPFFER ALMADA SE ENCONTRA COM O PRIMEIRO-MINISTRO NO ÂMBITO DA APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DO ORÇAMENTO RECTIFICATIVO AO PARLAMENTO

A Presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, acompanhada pelo Vice-Presidente, Nuias Silva, e pelo do Secretário-Geral, Julião Varela encontraram-se, na manhã de hoje, com o Primeiro-Ministro e sua equipa, no âmbito da apresentação da Proposta do Orçamento Rectificativo, ao Parlamento.

“É evidente que para o PAICV seria importante discutir o Relatório, com as medidas adotadas durante o Estado de Emergência, para que se visse aonde a actuação foi boa, aonde foi menos boa e tirar ilações de forma a se ir melhorando, sobretudo, no tocante ao impacto de quaisquer medidas, nesta sede, na vida das cabo-verdianas e dos cabo-verdianos”, salientou Janira Hopffer Almada, à saída do encontro.

Apesar de o PAICV ter a clara noção que “Cabo Verde, sempre, foi um país frágil a choques externos” Janira Hopffer Almada avançou que o Partido que lidera só poderá fazer um pronunciamento “mais aprofundado” sobre o Orçamento Rectificativo, depois de ter a proposta em mãos.
No entanto, o PAICV destaca “a recuperação e dinamização da economia, uma forte aposta para a inserção económica e social das cabo-verdianas e dos cabo-verdianos e uma grande estímulo à inclusão dos grupos mais vulneráveis, num momento em que novos pobres emergiram da pandemia”, como aspectos “de suma importância a ter em consideração”.

Por outro lado, aconselha “responsabilidade, serenidade, transparência e partilha de informações”, durante a discussão desta matéria. “É que o PAICV, insistentemente, tem solicitado e colocado um conjunto de questões ao Governo que são importantes de modo a ter um posicionamento com base em dados fidedignos e idóneos e poder, assim, contribuir melhor, sempre pensando em Cabo Verde”, ressaltou.

Na ocasião, a Presidente do PAICV anunciou que o Partido que lidera já está a trabalhar num conjunto de propostas para apresentar aos cabo-verdianos nesta fase, pós-Estado de Emergência, “exigindo respostas eficazes para salvar as empresas e os empregos, repensar o Sistema Público de Saúde, medidas para o sector informal e demais sectores que sofreram fortes impactos nesta pandemia, nomeadamente os da agricultura e pescas”.

Para Janira Hopffer Almada esta pandemia veio demonstrar também a grande importância do Estado Social que o PAICV sempre defendeu. “ Em momento de crise e de dificuldades o Estado tem que fazer-se necessário para responder às necessidades do país, caso da situação actual ”, asseverou.

Na ocasião ainda a Líder do Maior Partido da Oposição fez questão de pontualizar que a pandemia começou a ter efeitos em Cabo Verde, sobretudo, a partir de 10 de Março do corrente ano, e que há toda uma governação que foi feita, desde 2016, sem pandemia, com um ambiente internacional “extremamente favorável em que até se propalou que o país estava a crescer cinco vezes mais e que havia dinheiro que não acabava mais”. “Portanto, não podemos zerar estes quatro anos de governação em que, do nosso ponto de vista, o crescimento, propalado, não foi inclusivo porque não se reflectiu na qualidade de vida dos cabo-verdianos, em que o emprego, gerado, foi com base nos estágios profissionais, que foram massificados, em que o problema dos transportes aéreos e marítimos, claramente, não ficou resolvido e que a ausência de políticas de gestão de solos e habitacional foi notável”, alertou.

Por último, a Presidente Tambarina manifestou a sua preocupação face à medida do Governo de abrir o país, sem testes e sem quarentena, o que, naturalmente, diminuirá a capacidade de luta e de combate contra o vírus.

Fonte: PAICV