Janira Hopffer Almada contesta ganhos da governação de 2019 que classifica de “falsos”

Cidade da Praia, 06 Jan (Inforpress) – O PAICV pôs em causa os “indicadores e ganhos” da governação de 2019, como sendo falso, e disse que a dívida pública aumentou de 200 para 250 milhões de escudos em três anos, “sem reformas e infra-estruturas impactantes”.

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) em conferência de imprensa realizada na manhã de hoje disse que em ganhos anunciados pelo executivo de Ulisses Correia e Silva, Cabo Verde manteve a sua liderança em África em Liberdade, quando comparado com 2015, mas que perdeu posições no capítulo da democracia (-1),  transparência (-1) e boa governação (-2)

Janira Hopffer Almeida alargou esta perda de terreno a nível da liberdade económica (-1), ensino superior (-4), ‘doing bussness’ (-10) e competitividade no turismo (-2), asseverando que o País está a perder competitividade, sublinhando que os acordos bilaterais (com reciprocidade) com os principais mercados emissores para a liberalização de vistos foram para “a gaveta”.

A líder do maior partido da oposição acusou o Governo de não conseguir apresentar nem uma reforma que tenha feito, para estribar no crescimento económico “acima da média” na ordem dos 6.7% no terceiro trimestre de 2019, afirmando que “o Governo está consciente que isto resulta do ambiente externo altamente favorável e das reformas promovidas pela governação anterior [do PAICV] ”.

Janira Hopffer Almada disse ainda que o Governo não promoveu uma única reforma fiscal e que o “crescimento propalado está estribado” no aumento dos impostos, gastos públicos e excessos de avales e garantias, quando se mostra crítica para com o Orçamento do Estado para 2020, porque o executivo “não cumpre grande parte das promessas feitas”.

No capítulo do desemprego, a líder do PAICV disse que respeita a seriedade das instituições, mas contesta a taxa de desemprego actual avaliada em 10,7%, por entender que o Governo não informa o País em que ilhas ou municípios foram gerados esses “supostos empregos e, muito menos, sectores e actividades”.

Fonte: Inforpress