Ilha do Maio: PAICV denuncia “muita aflição” da população devido à falta de água há 15 dias

Porto Inglês, 01 Jul (Inforpress) – O deputado do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) Edson Alves classificou hoje de “inadmissível” a situação que a população maiense vem atravessando nos últimos 15 dias, devido à falta de água nas torneiras.

Neste sentido, o deputado da oposição exortou a empresa Água e Electricidade do Maio (AEM) a resolver “o quanto antes” esta situação, salientando que há mais de 15 dias que a população vem sofrendo da falta deste líquido precioso, para além da ausência informação sobre a resolução do problema.

“É preocupante esta situação e nós sabemos os caminhos que estão por de trás disso, mas a necessidade de chamar atenção da empresa sobre esta situação, com vista a dar satisfação a população”, enfatizou o parlamentar.

Edson Alves, que se encontra de visita ao seu círculo eleitoral, declarou ainda que esta situação tem obrigado as pessoas a fazerem “despesas extras” para conseguirem água, tanto para o consumo, como para darem de beber aos seus animais, exactamente no momento em que o desemprego no meio rural “é gritante”.

O deputado salientou, por outro lado, que houve uma falta de programação e de um plano de informação junto dos clientes, no sentido de se preparem para esta fase de transição, acrescentando que na localidade de Morrinho as pessoas só tiveram conhecimento de que haveria paralisação da produção passados quatro dias após o ocorrido.

“Esta situação está afectar não só as pessoas directamente como todo os sectores da economia local, por exemplo os pescadores não estão a poder ter acesso ao gelo, por causa da falta de água, os criadores sentem isso e mesmo os operadores de restauração estão a deparar com a mesma situação”, declarou a mesma fonte, num momento, sintetizou, em que tem havido “muita procura do turismo interno na ilha”.

Para Edson Alves, “o tão propalado” slogan “agora é o momento da ilha do Maio ou todos os caminhos vão dar ao Maio”, não passa de “propaganda tanto do Governo central como do poder local”, uma vez que o presente tem sido de “grandes constrangimentos” para os maienses, já que a ilha e os operadores económicos “estão descontentes” com a forma como tem vindo a ser feito a ligação marítima, que na sua opinião não satisfaz as necessidades da ilha.

“Nós não temos neste momento a previsibilidade dos transportes, porque temos uma ligação aérea aos sábados e por via marítima três vezes por semana, mas mesmo assim isso não tem traduzido em benefício para as pessoas”, exemplificou, uma vez que, continuou, “não existe uma previsibilidade das viagens”, porque o navio pode vir esta semana num dia e na outra vir num dia diferente. e isso não permite que as pessoas possam planear as suas viagens.

Aquele deputado considerou o sistema dos transportes de “capital importancia” para o processo desenvolvimento da economia da ilha, por isso exortou as entidades com responsabilidade neste sector a reverem esta situação “o quanto antes” para “não perigar o desenvolvimento” da ilha do Maio.

Questionado se uma ligação aérea aos sábados é suficiente para ilha, Edson Alves disse que a ilha precisa neste momento de pelo menos duas ligações, sendo uma aos sábados de manhã e a outra na segunda-feira, também de manhã, ao mesmo tempo com ligações marítimas às quartas, sextas e domingos para permitir que as pessoas possam viajar “sem grandes constrangimentos” e contribuir para dinamizar a economia local.

WN/AA

Fonte: Inforpress