Governo tem “falhado” com os seus compromissos e promessas no sector da educação – PAICV

Cidade da Praia, 25 Set (Inforpress) – O PAICV (oposição) reiterou hoje que o Governo tem “falhado” com os seus compromissos e promessas no sector da educação, principalmente no alargamento da escolaridade obrigatória e gratuita até o 12º ano de escolaridade.

Em conferencia de imprensa na cidade da Praia, o membro da Comissão Política do partido Walter Évora indicou que nos últimos anos o país foi confrontado com “graves problemas” de organização do Ministério da Educação, com “erros imperdoáveis” na elaboração nos manuais escolares.

Apontou ainda a ausência de manuais, a falta de professores, um sistema de avaliação com “grande dose” de subjectividades e uma sobrecarga das famílias que passaram a ter mais custos com o transporte escolar devido à medida unilateral do Governo de reagrupamentos escolares.

“Apesar de todos os erros cometidos nos anos anteriores, o Ministério da Educação dá sinais claros que não aprendeu com os seus próprios erros”, notou Walter Évora, considerando que o Governo não cumpriu com o compromisso estampado no seu programa de governação.

Por isso disse não compreender que ainda neste ano lectivo continuamos a ter falta de salas de aulas, espaços insalubres e impróprios para o ensino, apontando o caso da localidade do Rabil na Boa Vista e Capelinha na cidade da Praia, como “rostos mais visíveis desta situação”.

“O caso da ilha da Boa Vista é particularmente grave, sendo a própria população da ilha a manifestar e a alertar pelo desprezo do Governo ao sector da educação na referida ilha”, denunciou.

Para concluir, Walter Évora considerou que o Governo tem lidado mal com as questões laborais e que tem persistido em não dar a melhor atenção aos problemas dos trabalhadores da educação.

“Depois de toda a publicidade feita em torno da resolução de pendências da classe docente, continuamos a ter pendências que afectam aos professores que reportam a 2010, destacando-se a não evolução na carreira dos professores assistentes do ensino e secundário dos níveis I, II e III e a não publicação e pagamento das Reclassificações de Agosto a Dezembro de 2015 e de 2016.

Fonte: Inforpress