Foi preciso massacrar, provocar manifestações para depois chegar a conclusão de que a ligação internacional é preciso para São Vicente – líder do PAICV

Cidade da Praia, 22 Jul (Inforpress) – A presidente do PAICV (oposição), Janira Hopffer Almada, interrogou hoje o Governo do MpD sobre se era preciso massacrar São Vicente, provocar manifestações e insatisfações para depois chegar a conclusão de que a ligação internacional era preciso.

A líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde fez essa exposição em declarações à imprensa, quando convidada a fazer uma apreciação sobre as declarações do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva em Mindelo, de que afinal não se pode excluir o segundo maior centro do país das ligações internacionais da Cabo Verde Airlines.

“Era preciso massacrar São Vicente desta forma, provocar tantas manifestações e insatisfações, constringir tantos negócios e pôr em perigo tantas indústrias para chegar a conclusão de que não pode excluir o segundo maior centro do país das ligações internacionais da Cabo Verde Airlines”, questionou.

Segundo a presidente do PAICV, o primeiro-ministro e o ministro das Finanças fizeram um contrato com a Icelandair, assumiram o pagamento das dividas, garantem a nova empresa os empréstimos para operarem e não se lembraram de incluir, no contrato, a segunda maior centro nacional que é São Vicente.

“Este governo governa sobre pressão porque não estuda, não ausculta e não planeia”, afirmou.

O primeiro-ministro declarou sábado, no Mindelo, que “não tem dúvidas” de que São Vicente vai ter suas ligações directas com Lisboa (Portugal), através da Cabo Verde Airlines, mas que é preciso “tempo e convicção”.

Fonte: Inforpress