Crise veio provar que as medidas gizadas de resposta à situação económica do País não estavam ajustadas – PAICV

Cidade da Praia, 07 Jul (Inforpress) – O líder da bancada parlamentar do PAICV, Rui Semedo, considerou hoje que a crise da pandemia veio provar que as medidas que estavam a ser gizadas no domínio de resposta à situação económica do País não estavam ajustadas.

Rui Semedo fez esta afirmação à imprensa, após as jornadas parlamentares que antecipam a primeira sessão de debate Julho, com o Orçamento Rectificativo e o Estatuto Especial da Praia na agenda.

Segundo o deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), o Governo “despertou” por algumas questões que o partido tinha chamado a atenção, designadamente as reformas do Estado e todo o “ambiente favorável” ao desenvolvimento do negócio no País.

Nesta linha, Rui Semedo apontou que a “crise veio provar” que as medidas que estavam a ser gizadas no domínio de resposta para a situação económica do País, não estavam ajustadas, isso porque, ajuntou, “ao mínimo sopro o orçamento se desmoronou” e ficou “totalmente inadequado” para a situação que o País vive.

“Neste aspecto, o PAICV tinha razão quando chamávamos atenção que as respostas poderiam não ser nem consequentes, nem sustentáveis para situação que estávamos a viver e a crise veio provar claramente”, destacou.

Conforme o deputado do maior partido da oposição, o orçamento, não obstante ser num contexto de crise, “parece ser um novo orçamento”, com a particularidade do maior volume de despesas, na qual se vai atingir cerca de 75 milhões de contos.

Disse que o Governo tem um conjunto de propostas, designadamente para a saúde e para a educação, com as quais a bancada do PAICV está de acordo, entretanto, considerou que poderiam haver “investimentos muito mais avultados” para fazer face a situação em que se vive.

Por outro lado, avançou que o PAICV vai ter “propostas concretas” durante o debate parlamentar, nomeadamente para o rendimento das famílias, a redução do IVA para água e energia, assim como para o turismo e restauração, garantindo “um ambiente favorável” de retoma de algumas “actividades fundamentais” do desenvolvimento económico.

Quanto ao Estatuto Especial para a capital do País, salientou que a proposta que a maioria traz para o Parlamento “não responde”, nem a ambição e nem aos objectivos que se tinha proposto.

Na perspectiva do PAICV, o estatuto deve encontrar respostas para a nova organização administrativa da Praia, organização territorial, maior envolvimento da população, mas também, maior desconcentração do poder.

Fonte: Inforpress