Crise da Bolívia: PAICV vê situação de estudantes cabo-verdianos com “muita preocupação”

Cidade da Praia, 14 Nov (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) vê a situação dos estudantes cabo-verdianos na Bolívia com “muita preocupação”, disse hoje a líder do partido, Janira Hopffer Almada.

Janira Hopffer Almada falava à imprensa à margem do encontro entre o secretário-geral da Internacional Socialista, Luís Ayala, com o presidente da Fundação Amílcar Cabral, Pedro Pires.

Segundo a líder do PAICV, é preciso que as representações diplomáticas façam o seu trabalho com rapidez, de modo a salvaguardar os direitos, mas, sobretudo, a protecção necessária aos jovens estudantes cabo-verdianos.

“É preciso que este apoio e esta resposta se caracteriza em, sobretudo, pela celeridade, pela rapidez”, acrescentou a presidente do maior partido da oposição, acrescentando que já estão em contactos com alguns pais e encarregados de educação de alguns desses jovens.

Janira Hopffer Almada endereçou ainda “vivo apelo” ao Governo para que intervenha já, mobilizando todos os esforços e, eventualmente, até promova a deslocação de uma delegação que possa, nos termos diplomáticos, acompanhar a solução.

As soluções, defendeu, devem ser pensadas na perspectiva de se poder garantir a protecção dos jovens estudantes na Bolívia e, naturalmente, garantir tranquilidade também às famílias cabo-verdianas.

Após as últimas eleições, a Bolívia passa por uma crise política, com “insegurança generalizada”, devido a manifestações e confrontos entre militares, policiais e seguidores do presidente Evo Morales, que se demitiu do cargo no domingo, 10 de Novembro, após perder o apoio das forças policiais e militares.

A senadora da oposição Jeanine Áñez assumiu nesta terça-feira a presidência da Bolívia, apesar de apoiadores do líder boliviano acusarem falta de quórum na sessão que alçou a parlamentar ao posto.

Morales chegou, também na terça-feira, ao México, na qualidade de asilado em um avião militar mexicano.

O ex-presidente boliviano disse nesta quarta-feira que voltaria para “pacificar” o seu país se os bolivianos pedissem, após semanas de protestos violentos que levaram à sua demissão.

Fonte: Inforpress