Covid-19: PAICV reclama respostas mais eficazes para bloquear o alastramento da pandemia e evitar mais óbitos

Cidade da Praia, 27 Out (Inforpress) – O líder do grupo parlamentar do PAICV (oposição), Rui Semedo, reclamou hoje do Governo respostas mais eficazes para bloquear o alastramento da pandemia de covid-19 em Cabo Verde, evitar mais óbitos e garantir uma educação inclusiva.

Em conferência de imprensa para o balanço das jornadas parlamentares de preparação para a sessão plenária, que será marcada pelo debate com o primeiro-ministro, tendo como tema “A pandemia de Covid-19”, Rui Semedo reconheceu que o Governo tomou as medidas, mas afirmou que as mesmas têm sido “insuficientes”.

“O número de casos de infecções como de óbitos tem crescido. Eu diria até que o Governo tem feito esforço para combater a covid e a sociedade também tem feito a sua parte, mas o que tem sido feito, até este momento, é insuficiente porque se fosse suficiente estaríamos neste momento num número inferior de casos identificados, estaríamos com menos óbitos”, realçou.

Rui Semedo explicou que a intenção não é de apontar o dedo ao Governo, até porque, afirmou, neste combate todos têm a sua quota de responsabilidade, mas sim chamar a atenção para a necessidade de fazer muito e ter respostas mais eficazes.

“É claro que é uma situação nova, é uma pandemia que ninguém conhecia e acho que as instituições ligadas à saúde não tinham as melhores respostas e as instituições do Estado não têm todas as respostas e isso contribuiu para que a situação se alastrasse e avançasse”, sustentou, apontando para o caso da Praia.

Neste sentido Rui Semedo sugere uma reflexão de todos no sentido de se encontrar as melhores respostas que sirvam para bloquear esta situação de alastramento da pandemia no país e de aumento do número de mortes.

Ainda a nível sanitário, o deputado sugeriu ainda a realização generalizada de testes e medidas para impedir que as pessoas sejam contaminadas nos hospitais e nos centros de saúde.

Rui Semedo pediu também ao Governo melhor atenção ao sector económico e às questões sociais, já que, conforme indicou, há muitas pessoas com problemas de acesso ao rendimento e a passar dificuldades, e de forma particular exigiu medidas para reduzir os impactos na doença na educação.

“O que estamos a registar é que as crianças, eventualmente vão ter consequências que marcam as suas vidas, porque perder um ano de educação, de formação é muito tempo para vida de uma pessoa. Nós perdemos parte do ano no ano passado e estamos a perder uma parte deste ano e temos de encontrar respostas as mais adequadas para permitir que as crianças continuem a estudar”, disse.

O líder da bancada parlamentar do maior partido da oposição entende que complementarmente, o Governo deve criar respostas eficazes para que os alunos que estão em casa tenham condições para ter aulas à distância de forma igualitária.

“O Governo terá que identificar todas as pessoas que estão a ficar de fora para que a educação seja inclusiva e não continue a marginalizar aqueles que já estão marginalizados económica e socialmente”, sublinhou.

O debate parlamentar com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, sobre a situação da pandemia da covid-19 acontece no momento em que o país contabiliza cerca de 8.500 casos acumulados e 94 óbitos.

Fonte: Inforpress