Covid-19/Fogo: Deputados do PAICV apelam Governo para reforçar prevenção e combate à pandemia

São Filipe, 04 Set (Inforpress) – Os deputados do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) originários da ilha do Fogo apelam o Governo para o reforço de prevenção, combate e controlo epidemiológico do novo coronavírus na ilha.

Em nome dos deputados da ilha do Fogo eleitos pelo PAICV, Nuías Silva indicou que a situação tem tido um “vertiginoso crescimento” que incorre a tornar a ilha em “maior caso de infecção relativa a nível nacional”.

Para o mesmo, a pandemia da covid-19 detectada há cerca de três semanas está a ganhar terreno e não se pode encarar este “rápido crescimento” sem “um assumir mais forte de responsabilidades” por parte de todos, incluindo o próprio Governo, observando que se vive uma situação de “enorme gravidade, mais grave do que aquilo que se pensava na última semana”.

Para o deputado Nuías Silva, o Governo deve acelerar e garantir a chegada e instalação do laboratório de virologia para testes PCR, adiantando que as medidas não devem ser apenas de ordem sanitária, mas mais gerais e que se compadeçam com o estado de calamidade que se vive nos três municípios.

“A ilha do Fogo deve ser considerada em estado de contingência com medidas sanitárias orientadas para salvaguardar a saúde no regresso ao novo ano lectivo, a mobilidade das pessoas em linha com os cuidados sanitários e os actos públicos devem ter lugar em obediência às directivas sanitárias”, declarou Nuías Silva.

Neste particular, referiu que os políticos têm alguma responsabilidade e devem dar sinais à sociedade de um comportamento responsável, razão pela qual o seu partido suspendeu todas as actividades de terreno que tinha programado há uma semana e está a reagendar as mesmas com garantias de segurança, com distribuição de máscaras às pessoas que não tem condições e apelando as pessoas para junto e unidos poderem vencer o vírus.

Os deputados do PAICV defendem uma articulação entre o Governo e as autoridades sanitárias locais para um aumento do pessoal de saúde, à semelhança do que aconteceu em outras ilhas e regiões, uma campanha de informação e sensibilização das pessoas sobre as medidas preventivas e de contenção, aumento de testes e criando condições para o acesso universal das máscaras e materiais de desinfecção as camadas com maiores dificuldades.

Este recordou que para outras ilhas o Governo deslocou médico epidemiologista, a Protecção Civil em massa para sensibilização as comunidades e desinfecção, mas que não tem assistido a mesma força do Poder Central, no envio de recursos humanos.

“Mesmo antes do primeiro caso falou-se no centro de virologia e ainda não temos este equipamento. Não podemos combater algo que é célere com a lentidão”, disse Nuías Silva, que apela a população para cumprir as regras sanitárias e observar as regras de distanciamento social, uso de máscaras, lotação de espaços e higienização.

Com relação ao isolamento domiciliário, tendo em conta que se trata de população rural e com um número de “pobreza grande”, Nuías Silva entende que pode ser uma “falha no sistema montado a questão de o isolamento ser preferencialmente domiciliar”, sendo que “grande parte” dos infectados, continuou, “não tem condições habitacionais adequadas” para se fazer o isolamento 100 por cento (%) eficaz.

A semelhança de outras paragens, as autoridades municipais e o poder central deviam criar as condições, em parceria com operadores económicos e turísticos para fazer um “cerco efectivo com isolamento institucional”, deixando o domiciliar para caso particular e especial e após as inspecções aos locais para se inteirar se as pessoas têm condições física e a capacidade para cumprir o isolamento.

Fonte: Inforpress