Combustíveis mais caros a partir de hoje

Cidade da Praia, 01 Abr (Inforpress) – Os preços do gasóleo e da gasolina aumentaram a partir de hoje com subidas de seis e oito escudos por litro, respectivamente, de acordo com a nova tabela de preços publicada pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME).

Esta nova tabela de preços máximos de venda para o consumidor final, a vigorar até 30 de Abril, teve em conta o anúncio do Governo da suspensão do mecanismo da fixação de preços para mitigar os efeitos da subida dos preços no mercado internacional, durante o período de 1 de Abril até 30 de Junho de 2022.

Deste modo, a tabela prevê ainda o congelamento do preço do gás butano, do gasóleo para electricidade, do fuelóleo 180 e do fuelóleo 380, mantendo as tarifas de Março. Já gasolina, o petróleo, o gasóleo normal e o gasóleo marinha subiram 5,0%, correspondendo a um acréscimo médio dos preços dos combustíveis de 2,50%.

De acordo com a nova grelha, o litro de gasóleo normal passa a ser vendido a 134,50 escudos (+5,0%), a gasolina a 167,10 escudos (+5,0%), o petróleo a 118,10 escudos (+5,0%), o gasóleo para a electricidade a 112,80 (0,0%), o gasóleo marinha a 100,90 escudos (+5,0%), o fuel 380, a 101,30 escudos/Kg (0,0%) e o fuel 180 a 106 escudos/Kg (0,0%).

O gás butano continua a ser vendido a granel por 177,10 escudos o quilograma, sendo que as garrafas de 3 Kg custam 505 escudos, as de 6 Kg 1062 escudos, as de 12,5 Kg custam 2.213 escudos e as de 55 Kg 9.739 escudos.

Outrossim, segundo a agência reguladora, as cotações do butano, da gasolina, do jet A1, do gasóleo ULSD e do fuelóleo 0,5% aumentaram em 18,23%, 18,76%, 32,67%, 37,34%, e 22,77%, respectivamente.

De acordo com a ARME, comparativamente ao período homólogo (Abril de 2021), a variação média dos preços dos combustíveis corresponde a um aumento de 42,6% e, relativamente à variação média desde Janeiro, ela corresponde a um acréscimo de 7,0%.

A ARME justifica a subida dos preços do petróleo sobretudo com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, agravada pelas sanções económicas impostas à Rússia pelo Ocidente.

De igual modo, explica que a previsão de que o petróleo russo deixe de ser negociado pelos países ocidentais, com o consequente agravamento da oferta, a rejeição da Rússia em suspender a guerra, a interrupção temporária do funcionamento do oleoduto Caspian Pipeline Consortium e o ataque terrorista a uma instalação petrolífera na Arábia Saudita, contribuíram para o aumento de preços do petróleo e dos seus derivados.

Fonte: Inforpress