Cabo Verde cai seis lugares no ranking Doing Business

País perde seis lugares em relação ao ano passado. Ranking é liderado pela Nova Zelândia. Singapura e Hong Kong fecham o Top 3. Documento foi lançado hoje, em Washington.

relatório do Banco Mundial sobre Doing Business colocou Cabo Verde na 137ª posição , descendo seis lugares em relação ao ranking elaborado no ano passado (131º).

Cabo Verde conseguiu este ano um total de 55 pontos (55,95 pontos há um ano) e as reformas realizadas pelo governo não foram suficientes para impedirem a descida na classificação.

Segundo o documento hoje publicado, Cabo Verde apresentou melhorias em sectores como “Início de Negócio: Cabo Verde tornou mais rápida a criação de novos negócios ao permitir a atribuição de licenças comerciais antes da realização de inspecções”.

No que respeita às licenças de construção, é um ponto positivo para Cabo Verde o facto de o país ter “investido na geo-referenciação e a criação de uma base de dados com informações geográficas”.

O acesso à electricidade é outra melhoria. “O acesso à electricidade foi facilitado depois de a concessionária ter tido permissão “para fazer trabalhos de escavação em benefício dos clientes a um preço reduzido”.

Finalmente, o registo de propriedade é também encarado como um ponto positivo. “Cabo Verde tornou mais rápido o registo de propriedade”, aponta o documento elaborado pelo Banco Mundial.

Como já foi referido, Cabo Verde ocupa a 137ª posição e é o terceiro mais competitivo no seio da CPLP. Portugal é 39º, Brasil 124º, Angola 177º, Moçambique 138º, Guiné-Bissau 174º e Guiné Equatorial 178º.

A nível mundial, a lista é liderada pela Nova Zelândia, seguida da Dinamarca, mantendo as posições do ano passado, com a diferença de que este ano a Dinamarca superou Hong Kong e chegou ao pódio dos países onde o ambiente empresarial é mais propício à realização de negócios.

A Nigéria e o Togo são dois dos países da África subsaariana que mais melhoraram no índice ‘Doing Business’.

“As economias da África subsaariana continuaram a melhorar os seus ambientes de negócios, com a maior economia da região, a Nigéria, a ganhar um lugar entre os que mais melhoraram, juntamente com o Togo”, lê-se no relatório.