Cabo Verde Airlines começa a dispensar pessoal. 16 jovens estão no desemprego

A Cabo Verde Airlines (CVA) começou a fazer despedimentos, por falta de dinheiro visto que os cofres da empresa estarem vazios, sendo que até agora não foram pagos os salários de junho.

Sabe o DTudo1Pouco que para minimizar os gastos, a CVA começou a fazer cortes, iniciando pelo pelos assistentes e comissários de bordo, que são jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 33 anos.

Esses jovens, segundo fonte do DTudo1Pouco, tinham contratos a prazo em que viria a renovar automaticamente, mas a CVA optou pela não renovação, o que fez com que 16 jovens ficassem no desemprego.

Segundo a nossa fonte pode ser com que mais pessoas fiquem desempregadas, mesmo estando a empresa em regime de lay-off, porque a empresa não tem dinheiro para pagar os salários, ou seja, mais 40 pessoas podem ficar desempregadas.

Os tripulantes na ilha do Sal, com os despedimentos, alguns foram para as suas ilhas, mas a maioria ficou na ilha estando em dificuldades financeiras, pois a empresa nao pagou salários atrasados. Hoje, 03 de Agosto e os funcionários demitidos ainda nao viram serem pagos os salários de Junho e Julho.

Na passada sexta-feira, 31 de Julho, o vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, Olavo Correia, afirmou, no debate do estado da nação, no parlamento, que sem a intervenção do Estado a Cabo Verde Airlines (CVA) “desaparecerá”.

“Sem o Estado a intervir na empresa, como acionista, a empresa desaparecerá, temos de ser claros nessa matéria. É assim em Cabo Verde, é assim em Portugal, é assim na Alemanha, é assim na Inglaterra e é assim na maior parte dos países”, afirmou Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, ao intervir no parlamento, no anual debate sobre o estado da Nação.

“O Estado é ainda acionista da empresa. Aliás, a nossa estratégia inicial era privatizar 100% da empresa, mas é óbvio que neste contexto será de todo impossível privatizarmos a empresa a 100%”, afirmou Olavo Correia, quando questionado no parlamento sobre o futuro da companhia aérea.

Em março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde) por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

A administração da CVA esclareceu, na semana passada a Agencia Lusa, que a recente aprovação de uma garantia estatal de 12 milhões de dólares (10,2 milhões de euros) foi uma “formalidade” de um empréstimo anterior e que a companhia necessita de nova injeção financeira para “melhorar a liquidez”.

“Essa garantia do Estado é apenas uma formalidade final entre o Estado e o banco IIB, exigida em conjunto com a participação do Estado nas contribuições anteriores dos acionistas à companhia aérea. Por esse motivo, a garantia do Estado não disponibilizará mais fundos em dinheiro para a companhia aérea no momento”, esclareceu a companhia.

Antes da crise provocada pela pandemia de covid-19, a administração da CVA já tinha apontado que a companhia necessitava com urgência de um empréstimo de longo prazo para garantir a sua operacionalidade.

A CVA transportou quase 345 mil passageiros no primeiro ano após a privatização (01 de março de 2019 a 28 de fevereiro de 2020) de 51% da companhia, um aumento de 136% face ao período anterior, segundo dados fornecidos à Lusa pela empresa.

Fonte: DTudo1Pouco c/Lusa